Mercado imobiliário de SP vende 9,3 mil imóveis em junho
O setor habitacional paulistano lançou mais de 12 mil novas unidades em um único mês, fortemente impulsionado pelo crédito econômico.
- Publicado: 14/08/2026 16:55
- Alterado: 14/08/2026 16:56
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Secovi-SP
O mercado imobiliário de SP fechou o mês de junho com 9.308 unidades residenciais novas vendidas na capital. O levantamento oficial da Pesquisa Secovi-SP indica um forte volume de negócios no fechamento do primeiro semestre. As incorporadoras associadas lançaram 12.571 novas moradias na cidade no mesmo período.
O acumulado de doze meses totalizou 114 mil imóveis comercializados entre julho de 2025 e junho de 2026. O montante movimentou cifras expressivas na economia local. O Valor Global de Vendas alcançou R$ 4,2 bilhões no sexto mês do ano, atualizado pelo Índice Nacional de Custo de Construção da FGV.
Oferta e lançamentos no mercado imobiliário de SP
A metrópole paulista encerrou junho com oferta de 91,5 mil unidades disponíveis para compra. Esse estoque abrange propriedades na planta, em obras e concluídas ao longo dos últimos 36 meses. A estatística setorial aponta para um giro contínuo de capital entre os investidores.
A métrica de Vendas Sobre Oferta atingiu 9,2% no balanço mensal. No cenário anualizado, a porcentagem demonstrou tração constante nas negociações e cravou a marca de 53,6% de liquidez dos ativos imobiliários.
Preferências de consumo e metragem
Os compradores demonstram interesse claro por tipologias padronizadas. Apartamentos de dois dormitórios representaram 68% das negociações totais, correspondendo a 6.316 unidades adquiridas. O formato também dominou os novos projetos das construtoras presentes no mercado imobiliário de SP.
Plantas compactas ganharam protagonismo absoluto nos contratos assinados. Imóveis com área útil entre 30 e 45 metros quadrados concentraram 64% das vendas, liderando o volume financeiro do período e refletindo as novas demandas da população urbana.
Minha Casa Minha Vida impulsiona negócios
As recentes atualizações nas faixas de financiamento federal reconfiguraram o consumo habitacional paulistano. Em abril, o programa Minha Casa, Minha Vida ampliou os limites da Faixa 3 para financiar propriedades de até R$ 400 mil. A mudança regulatória aqueceu rapidamente a base de compradores.
A categoria econômica sustentou os resultados diretos do balanço. Os financiamentos atrelados ao programa do governo responderam por 75% de todas as unidades vendidas no município, somando o número expressivo de 6.957 chaves entregues.
Desempenho por regiões da metrópole
A geografia das transações revela dinâmicas distintas entre os bairros da capital. A Zona Leste liderou o volume de lançamentos com 4.531 unidades apresentadas, indicando uma vigorosa expansão de projetos fora do eixo central da cidade.
A Zona Sul registrou o maior índice de comercialização, com 30% dos contratos assinados. O centro obteve a melhor velocidade de escoamento percentual dos empreendimentos. O atual desempenho de vendas e a rápida absorção de ofertas consolidam a resiliência estrutural do mercado imobiliário de SP.