Mauá representa o Brasil em encontro internacional sobre doenças respiratórias
Projeto municipal buscará financiamento e apoio de instituição de ensino superior
- Publicado: 03/05/2012 01:54
- Alterado: 03/05/2012 01:54
- Autor: Redação
- Fonte: PMM
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O trabalho desenvolvido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, de busca precoce de pacientes de risco, representou o Brasil diante de experiências dos Estados Unidos, União Européia, Singapura e Coreia, apresentadas durante a 6ª Conferência Mundial de Doenças Respiratórias na Atenção Primária, realizada de 24 a 27 de abril em Edimburgo, na Escócia.
A coordenadora da Atenção Básica, Silvia Helena Marangoni, e a coordenadora do Programa Saúde da Família, Adulto e Idoso, Sonia Maria Martins, retornaram satisfeitas com o resultado da apresentação do projeto para um grupo de especialistas mundiais em Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas (DPOC). “Vamos alterar o projeto inicial conforme recomendou o grupo, aumentando o enfoque na área de educação dos profissionais e da população, incluindo buscar uma parceria acadêmica, para que possamos receber o financiamento internacional e ampliar a experiência original”, explicou Silvia. Os outros representantes da América Latina, Argentina e Chile, não expuseram nenhum trabalho.
Busca ativa de pacientes de risco – O trabalho foi iniciado na Unidade de Saúde do Jardim Santista, no final do ano passado, e ampliado para outra 11 Unidades de Saúde da Família em 2012. A experiência começou com a capacitação dos profissionais de saúde por um médico pneumologista, que orientou sobre a identificação de sintomas e casos, diagnósticos, exames indicados e medicamentos mais adequados nestes casos, que normalmente são de alto custo. O segundo passo foi identificar nos usuários atendidos pelas equipes de Saúde da Família, pessoas sem sintomas, mas com características potenciais para o desenvolvimento de doenças crônicas, como fumantes e ex-fumantes, asmáticos e pessoas com bronquite, por exemplo.
De 200 pessoas convidadas, apenas 80 compareceram, preencheram questionário e participaram de palestras. Todos realizaram diversos exames, entre eles, a espirometria, para medir a capacidade pulmonar. O resultado foi que 36 pessoas apresentaram alterações e tiveram seu caso discutido no grupo de médicos com o especialista e iniciaram o tratamento, inclusive com uso de medicamentos de alto custo, financiados pelo Ministério da Saúde.