Lula prepara MP para proibir bets e jogos online no Brasil
Governo federal ajusta texto final para travar operação de plataformas de apostas online e avalia caminho judicial para compensar perdas.
- Publicado: 24/09/2026 07:32
- Alterado: 24/09/2026 09:03
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assessoria
O presidente Lula prepara uma Medida Provisória com o objetivo de suspender as operações das plataformas de apostas online no país. Uma reunião nesta quarta-feira definiu os ajustes finais do texto ao lado dos líderes do Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento e da Casa Civil.
A equipe de Lula estuda caminhos legais para obrigar as empresas do setor a cobrir os prejuízos dos apostadores. A iniciativa visa buscar reparação financeira direta para os cidadãos que se endividaram por causa dos jogos.
Estratégia de Lula foca no embate político

O avanço contra o mercado de azar virou uma bandeira central da campanha petista nesta reta final de disputas eleitorais. A tática governista tenta associar os danos gerados pelas empresas de apostas ao senador Flávio Bolsonaro.
Durante um evento com artistas no Rio de Janeiro, Lula reiterou a promessa de liquidar o acesso às plataformas em território nacional. “Vamos acabar com as apostas online no Brasil”, reforçou o presidente.
Ofensiva de Lula provoca reação em cascata no Brasileirão
As casas de apostas iniciaram uma retaliação formal e notificaram diversos times da primeira divisão sobre possíveis rescisões de contratos. A Superbet, patrocinadora master de São Paulo e Fluminense, enviou alertas informando o encerramento da parceria sob o cenário de proibição federal.
A Esportes da Sorte, patrocinadora do Corinthians, adotou o mesmo protocolo e o clube paulista confirmou o recebimento do documento. A Betano, responsável pelo maior contrato do Brasileirão no Flamengo, comunicou a diretoria rubro-negra que o acordo prevê rompimento automático em caso de mudança legislativa geral.
O impacto atinge o núcleo das receitas esportivas brasileiras. Atualmente, as empresas de prognósticos dominam a publicidade das camisas de 13 dos 20 clubes da Série A. O setor responde hoje por mais de R$ 1 bilhão em contratos de patrocínio com equipes da elite.
Dirigentes projetam colapso financeiro
Clubes e federações articularam um manifesto público rejeitando as restrições desenhadas pela gestão Lula contra o mercado regulado. A percepção interna do mercado indica uma ruptura iminente dos acordos caso o veto avance no Congresso.
“As medidas discutidas representam o fim do futebol brasileiro”, destacou o documento assinado pelas agremiações.
Oposição defende banimento parcial
O candidato do PL apresentou uma postura divergente em uma transmissão ao vivo recente. Acompanhado pelo governador Tarcísio de Freitas, o parlamentar carioca afirmou que pretende eliminar apenas os cassinos virtuais e o formato conhecido como Jogo do Tigrinho.
A proposta da oposição mantém o funcionamento regular das plataformas de prognósticos esportivos, preservando a atuação majoritária das empresas do setor. Esse modelo contrasta frontalmente com a proibição total desenhada agora pelo governo Lula.