Lula tem 48% de aprovação e 44% de desaprovação, aponta Quaest
Levantamento aponta estabilidade na avaliação presidencial. Fim da escala 6x1 e combate à criminalidade despontam como maiores urgências.
- Publicado: 08/11/2026 11:08
- Alterado: 08/11/2026 11:08
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Quaest
O presidente Lula registrou 48% de aprovação e 44% de desaprovação, segundo novo levantamento da Quaest divulgado nesta semana. O instituto ouviu 2.004 pessoas entre 30 de outubro e 2 de novembro, logo após o encerramento do calendário eleitoral dos municípios.
A sondagem apresenta um cenário de estabilidade, com nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais. Os dados mostram que 94% dos entrevistados torcem pelo sucesso da atual gestão federal. O índice repete exatamente a marca registrada em dezembro de 2022, período de transição política.
Prioridades apontadas para o governo Lula
Os brasileiros listaram as medidas mais urgentes para o Executivo nos próximos meses. O fim da escala 6×1 lidera as demandas populares, refletindo uma forte mobilização por melhores condições trabalhistas. A pauta divide espaço direto com a isenção de impostos sobre produtos da cesta básica.
A agenda de expectativas sobre Lula inclui também a valorização contínua do salário mínimo e a implementação de um pacto nacional de enfrentamento aos feminicídios. As respostas evidenciam uma cobrança simultânea por melhorias econômicas e avanços urgentes na segurança social.
Otimismo versus preocupação nacional
O sentimento em relação ao futuro do país divide a população de forma acirrada. Atualmente, 48% dos brasileiros estão preocupados, enquanto 44% se declaram otimistas. O cenário revela uma queda na ansiedade geral e um aumento do otimismo quando comparado aos números registrados no final de 2022.
O grupo otimista apoia sua visão na defesa do regime democrático e no fortalecimento dos programas de transferência de renda e redução da desigualdade. A regulação das casas de apostas esportivas e das redes sociais também aparece como fator de confiança para esses eleitores.
Desafios econômicos e de segurança pressionam Lula
A parcela da sociedade apreensiva com o amanhã foca intensamente nos indicadores financeiros do país. A situação da economia, o peso da dívida pública e a alta taxa de juros formam o tripé principal de insegurança entre os mais pessimistas.
A escalada da violência urbana, a forte atuação do crime organizado e a corrupção complementam a lista de temores nacionais. O retrato exige respostas rápidas do aparato de segurança pública e maior austeridade nas contas do governo.
O mapeamento dessas demandas cria um roteiro claro de cobranças institucionais. O avanço em pautas prioritárias como a reestruturação da jornada de trabalho e o controle fiscal definirá o nível de sustentação política de Lula nos próximos anos.