Liga Delivery redefine o futuro do delivery no Brasil

Inteligência operacional se torna fator decisivo para lucro no mercado de entregas

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O setor de alimentação fora do lar vive um paradoxo: nunca se vendeu tanto via entrega, mas a rentabilidade nunca esteve tão ameaçada. Após o boom forçado pela pandemia, o mercado brasileiro de gestão de delivery entra em sua “segunda onda“, onde a presença digital já não garante o sucesso. O desafio agora reside na eficiência operacional e na redução da dependência dos grandes marketplaces.

Dados do setor indicam que o custo de aquisição de clientes e as altas taxas das plataformas têm comprimido as margens de lucro, transformando o faturamento bruto em uma ilusão de prosperidade. Segundo Diego Franco, fundador da Liga Delivery e especialista no setor, muitos empresários cometem o erro estratégico de tratar a entrega como mera extensão da cozinha.

A metodologia da Liga Delivery e a inteligência de dados

Liga Delivery - entrega
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Para sobreviver nesse cenário, a transição do modelo passivo (esperar o pedido no app) para o modelo ativo (gerir a própria demanda) é essencial. Um estudo de caso recente conduzido pela Liga Delivery demonstrou que ajustes baseados em inteligência artificial e análise de processos reduziram o índice de cancelamentos para apenas 0,9%, gerando um aumento real de 10% na margem de lucro, mesmo sem reajustar preços de cardápio.

“O restaurante que opera um delivery possui um modelo de negócio totalmente diferente do atendimento presencial. Sem leitura de dados e controle de processos, o empresário trabalha mais e ganha menos”, alerta Franco. A solução passa pela profissionalização: transformar o delivery em uma unidade de negócio independente, com indicadores de desempenho (KPIs) e logística otimizada.

O papel da tecnologia e logística ultra expressa

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A experiência da startup Loocal Delivery, que já movimentou mais de R$ 23 milhões em faturamento para seus parceiros em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, revela que a logística é o braço direito da experiência do cliente. Marcas como Sodiê Doces e Kopenhagen já adotam modelos que priorizam a agilidade e a integridade do produto, fatores que reduzem custos ocultos e fidelizam o consumidor final fora dos ecossistemas de terceiros.

Metas para o futuro do setor

Diego Franco, CEO da Liga Delivery, começou negócio de entregas ainda durante a pandemia e
alcançou mais de R$ 23 milhões de faturamento a restaurantes
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Com um crescimento de 109% na receita recorrente no último trimestre, o hub planeja profissionalizar 50 mil operações de delivery até 2030. O movimento reflete uma tendência global: o fortalecimento de canais próprios e a automação de remarketing para que o restaurante recupere o protagonismo sobre seu banco de dados e sua estratégia de vendas.

O aporte recente de R$ 1 milhão captado pela empresa sinaliza que o mercado de capitais está atento a essa necessidade de independência dos restaurantes. No fim do dia, o sucesso do delivery em 2026 não será medido pelo número de pedidos, mas pela inteligência aplicada em cada entrega.

  • Publicado: 14/04/2026 16:32
  • Alterado: 14/04/2026 16:32
  • Autor: Daniela Penatti
  • Fonte: Liga Delivery