Leptospirose registra 347 casos em SP até agosto
Leptospirose registra 347 casos em SP até agosto; veja sintomas, formas de transmissão e cuidados para evitar a doença após enchentes no estado paulista
- Publicado: 26/09/2026 09:50
- Alterado: 26/09/2026 09:50
- Autor: Carlos Enriki
- Fonte: Assessoria
O estado de São Paulo registrou 347 casos de leptospirose entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). No ano passado, foram contabilizados 451 casos durante todo o período.
A doença merece atenção principalmente após enchentes, já que a bactéria causadora da leptospirose pode estar presente na água e na lama contaminadas pela urina de animais infectados.
Leptospirose concentra casos em quatro regiões
Entre as regionais de vigilância com mais registros em 2026 estão São Paulo, com 93 casos, seguida por Mogi das Cruzes e Campinas, com 34 casos cada, e Santos, com 33 casos.
A leptospirose é provocada por bactérias do gênero Leptospira. A infecção ocorre quando a água ou a lama contaminada entra em contato com ferimentos, mucosas ou permanece em contato prolongado com a pele.
Os ratos estão entre os principais animais envolvidos na transmissão da doença, pois podem eliminar a bactéria pela urina.
Quais são os sintomas da leptospirose
Os primeiros sinais podem incluir febre, dor de cabeça, falta de apetite, náuseas, vômitos e dores musculares, especialmente na região das panturrilhas.
Em quadros graves, a leptospirose pode provocar pele e olhos amarelados, insuficiência renal, hemorragias e dificuldade para respirar. A evolução da doença varia conforme o caso e exige avaliação médica.
Quem apresentar sintomas depois de ter contato com água ou lama de enchente deve procurar atendimento em uma unidade de saúde e informar sobre a exposição.
Como evitar a doença após enchentes
A principal recomendação é evitar o contato com água e lama de enchentes. Quando isso não for possível, a orientação é utilizar botas e luvas impermeáveis e proteger cortes e arranhões antes da exposição.
Medidas para reduzir a presença de roedores também ajudam na prevenção. Entre elas estão manter o lixo bem acondicionado, guardar alimentos corretamente e manter caixas-d’água limpas e vedadas.
A identificação de sintomas após uma exposição é um sinal para buscar atendimento médico. Em São Paulo, os dados oficiais apontam 347 casos de leptospirose até agosto de 2026.