Juros do empréstimo pessoal sobem para 8,50% ao mês, diz Procon-SP
Levantamento do Procon-SP mostra que a taxa média do empréstimo pessoal subiu para 8,50% ao mês em julho, enquanto o cheque especial permaneceu em 8%.
- Publicado: 15/07/2026 11:16
- Alterado: 15/07/2026 11:16
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Procon-SP
A taxa média de juros do empréstimo pessoal atingiu 8,50% ao mês em julho de 2026 nos seis principais bancos brasileiros. A Fundação Procon-SP registrou um acréscimo de 0,14 ponto percentual em comparação a junho, elevando o custo equivalente anual para 166,12%. O levantamento de preços ocorreu no dia 2 de julho.
O reajuste no índice geral refletiu a mudança tarifária de uma única instituição financeira. O Bradesco elevou sua cobrança de 8,02% para 8,83% mensais, o que representa uma variação positiva de 10,10%. Os demais bancos mantiveram os valores inalterados em suas tabelas.
Variação de juros no empréstimo pessoal por banco
Os dados mostram grandes disparidades no custo do empréstimo pessoal dependendo da escolha do cliente. O Safra apresenta a menor cobrança atual do mercado, fixada em 7,25% mensais. O Santander lidera a ponta oposta operando com o teto de 9,99% ao mês.
As opções intermediárias reúnem instituições públicas e privadas com percentuais próximos. O Banco do Brasil cobra 7,43% ao mês, seguido pela Caixa Econômica Federal com 8,00% e pelo Itaú, que pratica a marca de 9,49%.
Teto do cheque especial e orientação ao mercado
Diferente da flutuação observada no empréstimo pessoal, o custo do cheque especial permaneceu congelado em 8,00% mensais. A estagnação reflete o cumprimento da Resolução nº 4.765 do Banco Central do Brasil, vigente desde 2020, que impõe esse limite máximo tarifário no país.
“Mesmo com a estabilidade das taxas de juros no mercado financeiro, as taxas ainda são elevadas e o consumidor deve continuar evitando a contratação destas linhas de crédito”, alertou a equipe técnica do Procon-SP em relatório oficial. O órgão paulista completou 50 anos de atuação monitorando essas relações de consumo.
A recente movimentação da taxa Selic, alterada para 14,25% ao ano, exige cautela redobrada no planejamento financeiro doméstico. Os analistas recomendam pesquisar ativamente as opções disponíveis e recorrer ao empréstimo pessoal apenas em emergências absolutas ou para a quitação estratégica de dívidas preexistentes.