Juros do empréstimo pessoal sobem 0,43 ponto em setembro

Pesquisa do Procon-SP alerta para alta de juros. Buscar linhas de crédito acessíveis é o caminho para evitar o superendividamento.

Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Pegar dinheiro emprestado no banco ficou mais caro para o consumidor paulista. A taxa média de juros do empréstimo pessoal subiu no início de setembro e atingiu a marca de 8,66% ao mês. O Procon-SP identificou um avanço de 0,43 ponto percentual em relação a agosto, quando o índice marcava 8,23%.

A pesquisa monitorou as tarifas aplicadas por seis instituições financeiras no primeiro dia do mês. O estudo focou em clientes pessoas físicas sem perfil preferencial, avaliando contratos com prazos fixados em 12 meses.

Variação de juros no empréstimo pessoal exige cuidado

A disparidade entre as ofertas bancárias penaliza quem não avalia o mercado. O levantamento constatou que a diferença entre a menor e a maior taxa alcançou 2,74 pontos percentuais.

O limite de crédito da conta corrente não sofreu alterações no mesmo período. O cheque especial manteve a taxa média congelada em 8% ao mês, patamar inalterado em todas as operadoras avaliadas pela fundação.

O Banco Central estabeleceu esse teto tarifário por meio de resolução no final de 2019. A norma vigora desde janeiro de 2020 para conter a escalada do endividamento acelerado das famílias brasileiras.

Alternativas seguras ao empréstimo pessoal

Assinar um novo contrato de empréstimo pessoal demanda cautela extrema. Especialistas em defesa do consumidor recomendam acionar essa linha de crédito apenas em cenários de emergência absoluta ou para liquidar passivos com cobranças superiores.

“O consumidor deve pesquisar e comparar as condições oferecidas pelas instituições financeiras antes de contratar qualquer modalidade”, alerta o relatório técnico da fundação.

Trabalhadores e aposentados possuem rotas de escape consideravelmente mais baratas. Servidores públicos, pensionistas e funcionários de empresas conveniadas conseguem taxas vantajosas através do crédito consignado, que desconta as parcelas diretamente na fonte.

Quem aguarda a restituição do Imposto de Renda também consegue antecipar os valores com descontos nos juros. Avaliar essas garantias alternativas derruba drasticamente o custo final da operação, tornando desnecessária a contratação do tradicional empréstimo pessoal.

  • Publicado: 15/09/2026 11:05
  • Alterado: 15/09/2026 11:05
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Procon-SP