Israel intensifica ataques contra hospital em Gaza
OMS alerta para situação crítica em meio a restrições de ajuda humanitária
- Publicado: 06/12/2024 12:11
- Alterado: 06/12/2024 12:11
- Autor: Redação
- Fonte: g1
Em um cenário de crescente tensão na Faixa de Gaza, um recente ataque ao hospital Kamal Adwan, localizado no norte do território, resultou em pelo menos 29 mortes. Mahmud Basal, porta-voz da Defesa Civil de Gaza, relatou que as forças israelenses invadiram a instalação médica, evacuaram pacientes e detiveram diversos palestinos. A situação ocorre em meio a uma operação militar intensificada na região.
O hospital Kamal Adwan, um dos últimos centros médicos ainda em funcionamento em Gaza, foi alvo de múltiplos ataques aéreos nas laterais norte e oeste do edifício, conforme declarou Hossam Abu Safieh, diretor do hospital. Os bombardeios foram acompanhados por tiros diretos, resultando na morte de quatro funcionários e deixando a instituição sem cirurgiões.
Desde o início das hostilidades há cerca de 14 meses, o hospital tem sofrido com sucessivas invasões por parte do Exército israelense. A ofensiva atual, que começou em outubro no norte de Gaza, resultou em severas restrições no recebimento de ajuda humanitária e suprimentos essenciais, como combustível.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou preocupação com o recente ataque ao hospital. Rik Peeperkorn, representante regional da OMS, destacou a gravidade da situação especialmente após uma equipe médica indonésia ter conseguido acesso à instalação apenas uma semana antes do bombardeio. A ausência de aviso prévio antes do ataque foi sublinhada pela agência de saúde das Nações Unidas.
A cidade de Beit Lahia, onde o hospital está localizado, tem sido palco de uma operação militar intensa nos últimos dois meses. Este aumento nas atividades militares obrigou milhares de moradores a buscar refúgio frente aos constantes bombardeios.
Até o momento, o Exército israelense não se manifestou sobre os relatos envolvendo os recentes ataques ao hospital Kamal Adwan. O contexto atual destaca uma realidade complexa e desafiadora para as organizações humanitárias e civis na região.