Investimentos imobiliários de uso misto disparam em SP
Levantamento inédito da Fundação Seade aponta crescimento de 131% no volume de recursos aportados no setor paulista entre 2023 e 2025.
- Publicado: 16/06/2026 07:47
- Alterado: 16/06/2026 07:47
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Seade
Os investimentos imobiliários em SP alcançaram a marca de R$ 9,5 bilhões projetados para o período entre 2023 e 2025. O montante representa um crescimento de 131% na comparação com o triênio de 2017 a 2019, impulsionado pela consolidação do comércio eletrônico e pela retomada massiva das atividades presenciais no estado.
A Fundação Seade mapeou esses dados através da Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp). O levantamento oficial monitora a dinâmica econômica regional para identificar a direção do fluxo financeiro do setor público e da iniciativa privada.
Projetos de uso misto lideram investimentos imobiliários em SP
Os empreendimentos multifuncionais dominam o atual ciclo de injeção de capital no estado, absorvendo R$ 5,6 bilhões, o que equivale a quase 60% do capital total. Esses complexos integram moradia, escritórios, hotelaria, comércio e opções de lazer em um único ecossistema urbano.
Logo atrás do modelo de uso misto, o setor logístico atraiu R$ 2 bilhões focados na construção de grandes galpões. Os shopping centers captaram R$ 1,5 bilhão, enquanto os edifícios corporativos tradicionais registraram aportes na casa de R$ 350 milhões.
Megaprojetos e expansão para o interior paulista
O volume bilionário financia megaprojetos estruturais focados em inovação. O Urman, executado pela Porte Engenharia no bairro da Mooca, recebeu R$ 3 bilhões. O Parque Global, planejado pelo grupo Bueno Netto, concentra R$ 2 bilhões no Morumbi, aquecendo a disputa pelos investimentos imobiliários em SP.
As grandes empresas do segmento logístico direcionaram suas apostas para a Região Metropolitana de São Paulo, que aglutinou 84% dos recursos estaduais, somando R$ 7,9 bilhões. Ocorreram instalações estratégicas da Prologis em São Bernardo do Campo, da Brookfield nos complexos Aero I e Aero II em Guarulhos, e da Goodman em Santo André.
O interior paulista diversificou as frentes de expansão e modernização do mercado. As regiões administrativas de Sorocaba e Campinas registraram, respectivamente, R$ 520 milhões e R$ 480 milhões. O mapeamento identificou ainda aportes em Ribeirão Preto (R$ 400 milhões) e Araçatuba (R$ 150 milhões). O Santa Maria Outlet, em Cravinhos, e o Americana Shopping, em Americana, ilustram o avanço do varejo de grande porte fora da capital.
O monitoramento contínuo da atividade corporativa permite antecipar tendências e transformações na infraestrutura das cidades. A expansão acelerada dos condomínios logísticos e dos espaços multifuncionais confirma a capacidade de atração do estado para os investimentos imobiliários em SP.