Início de sessão para votação denúncia contra Temer

O plenário da Câmara dos Deputados se reúne hoje (25) para votar o pedido do STF para processar, por crime comum, Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco

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O presidente e os ministros são acusados de formar uma organização criminosa para ocupar cargos públicos e arrecadar propinas, estimadas em R$ 587 milhões. Temer também é acusado de obstrução de Justiça. O Planalto nega todas as acusações.

Tanto o presidente quanto os ministros só poderão ser investigados pelo STF se pelo menos 342 do total de 513 deputados se manifestarem contrários ao relatório de Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) por meio do voto “não”.

Deputados da oposição madrugaram para chegar à Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 25, mas não vão registrar presença formalmente para tentar inviabilizar a votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já afirmou que só abrirá a votação se houver, pelo menos, 342 deputados.

O primeiro a falar será o relator da denúncia na CCJ, deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG).

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) foi um dos oposicionistas que chegou mais cedo. Ele já incluiu o seu nome na lista para fazer encaminhamentos no plenário, mas oficialmente não está na Câmara. Segundo ele, a oposição adotou uma estratégia mais radical desta vez.

“O resultado da votação pode já ser esperado, mas eles estão com dificuldade de colocar 342 na Casa. Se colocarem esse número, vai dar resultado semelhante ou um pouco abaixo ao resultado anterior. Como a oposição adotou uma estratégia mais radical, os líderes não vão nem entrar no plenário, a princípio, sabemos que 130 estão sob controle, mas com a dissidência de partidos como PSDB, DEM e PP, por exemplo, queremos chegar a 180, 200 deputados sem dar quórum”, declarou.

Valente considera que há um desgaste maior no governo desde a análise da primeira denúncia contra o presidente. “A medida que os deputados fisiológicos veem essa fraqueza no plenário, eles exigem mais”, avaliou. Segundo ele, as negociações devem se intensificar ao longo do dia, de acordo com o quórum no plenário.

  • Publicado: 25/10/2017 10:08
  • Alterado: 25/10/2017 10:08
  • Autor: 25/10/2017
  • Fonte: Estadão Conteúdo e Agência Brasil