Império da Casa Verde é a campeã do carnaval de São Paulo

O anúncio das notas foi interrompido duas vezes e a polícia teve de intervir para acalmar os ânimos. Um integrante da escola Unidos de Vila Maria foi preso.

Crédito: Rafael Neddermeyer/LIGASP/Fotos Públicas

A escola campeã, que disputou o título com outras 13 agremiações, desfilou com o enredo O Império dos Mistérios. A escola mostrou as civilizações antigas e mitos das sociedades perdidas. As vice-campeãs foram a Mocidade Alegre e Acadêmicos do Tatuapé. As duas escolas tiveram 269,1 pontos. Pérola Negra (264 pontos) e X-9 Paulistana (263,9 pontos), foram rebaixadas.

A Mocidade Alegre liderou até o quesito evolução. Em bateria, a Império passou à frente e não caiu mais. Em 2015, a campeã foi a Vai-Vai e a Império ficou em oitavo lugar.

Os quesitos avaliados, pela ordem, foram mestre-sala e porta-bandeira, enredo, alegoria, samba-enredo, evolução, bateria, harmonia, comissão de frente e fantasia. O quesito fantasia era o critério de desempate, mas na apuração de hoje isso não foi necessário.

A apuração começou um pouco depois das 16 horas no hall do palácio de convenções do Anhembi, local diferente dos outros anos. Tradicionalmente, a leitura das notas era feita no Sambódromo, mas ontem à noite a Liga Independente das Escolas de Samba dos Grupos Especial e Acesso do Carnaval de São Paulo e a SPTuris decidiram pelo Anhembi, já que as chuvas fortes de ontem danificou a estrutura do espaço preparado para isso no sambódromo. O público não teve acesso ao local, somente os representantes das escolas, como é feito desde 2013, quando um homem, no ano anterior, invadiu o palco e rasgou as notas.

BRIGAS E CONFUSÃO
Os ânimos já estavam exaltados na leitura de notas da apuração para o vencedor do carnaval de 2016 de São Paulo, após um jurado não conceder nota para a Império de Casa Verde no quesito evolução. Uma nova falta de nota, de outro jurado no quesito harmonia para a Dragões da Real, acabou desencadeando grande confusão e paralisação da apuração de votos.

Pelo regulamento, se não há nota, automaticamente a escola recebe a maior nota dos outros jurados. Os integrantes das agremiações ficaram revoltados e ameaçaram invadir a mesa onde estava ocorrendo a leitura. Policiais da Polícia Civil fizeram cordão de isolamento para que os representantes não invadissem a mesa, mas logo em seguida integrante da diretoria da Unidos da Vila Maria agrediu representantes de outras escolas.

Um dos integrantes foi imobilizado por três policiais civis e colocado em camburão. A escola ameaça boicotar o resto da apuração e o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba dos Grupos Especial e Acesso do Carnaval de São Paulo prosseguiu com a leitura das notas. 

  • Publicado: 09/02/2016 18:30
  • Alterado: 09/02/2016 18:30
  • Autor: 09/02/2016
  • Fonte: Estadão Conteúdo