Homem morre ao cair do 14º andar de prédio em Londrina
Polícia Civil investiga morte em Londrina após jovem cair de prédio; quatro homens foram presos por tortura qualificada
- Publicado: 15/08/2026 20:44
- Alterado: 15/08/2026 20:44
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: G1
A Polícia Civil do Paraná instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, na manhã desta sexta-feira (14), em Londrina, no norte do estado. A vítima caiu do 14º andar de um edifício residencial após ter sido mantida em cárcere privado, agredida e amarrada por quatro homens dentro de um apartamento. Os suspeitos foram presos em flagrante pelas autoridades de Londrina sob acusações de tortura qualificada pelo resultado morte e fraude processual.
A ocorrência mobilizou as forças de segurança de Londrina logo nas primeiras horas do dia. O caso foi registrado inicialmente como uma suspeita de suicídio, mas o trabalho pericial no local revelou indícios de intervenção de terceiros. A chave do cômodo onde a vítima permanecia trancada estava do lado de fora da porta, e os agentes constataram a ocultação de provas, fatos que mudaram os rumos do caso na cidade de Londrina.
Cativeiro e agressões motivadas por suspeita de furto
Segundo as apurações conduzidas pela Polícia Civil em Londrina, Alexandre estava no imóvel desde a noite de quinta-feira (13), quando foi confrontado pelo grupo sob a alegação de ter furtado uma câmera fotográfica avaliada em R$ 12 mil. As investigações posteriores indicam que o equipamento havia sido repassado por outra pessoa em uma troca envolvendo um aparelho celular e dinheiro.
No interior do imóvel em Londrina, a vítima teve os pés e as mãos amarrados com uma extensão elétrica, sofrendo agressões físicas e ameaças contínuas. A equipe policial apurou ainda que os agressores forçaram o rapaz a ingerir dois comprimidos de medicamento controlado. A perícia médica vai determinar se a substância comprometeu os reflexos e a capacidade de reação do jovem antes da queda no centro urbano de Londrina.
Depoimentos e acusação de fraude processual
Seis pessoas permaneciam no apartamento no momento dos fatos. Entre os presentes estava a namorada da vítima, que prestou depoimento aos investigadores de Londrina. Ela relatou ter ouvido pancadas e ter sido ameaçada por um dos envolvidos ao tentar intervir. A corporação analisa se houve omissão de socorro por parte da testemunha ou se a conduta foi coagida pelas ameaças relatas.
“As diligências prosseguem para esclarecer a dinâmica da queda, as circunstâncias da morte e a exata participação de cada envolvido”, informou a Polícia Civil do Paraná sobre os procedimentos adotados em Londrina.
Os agentes descobriram que o cabo elétrico empregado para imobilizar Alexandre fora escondido antes da chegada dos policiais ao prédio em Londrina, o que fundamentou a autuação por fraude processual. O inquérito busca esclarecer se a vítima se lançou da janela em uma tentativa desesperada de fuga ou se foi arremessada pelos agressores. Os autos foram remetidos ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.