H.Olhos reforça riscos do tabagismo para a saúde ocular

Especialista do H.Olhos alerta que o tabagismo pode causar danos silenciosos à retina, ao nervo óptico e aumentar o risco de doenças oculares irreversíveis

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No dia 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco reacende um alerta que normalmente é associado aos pulmões e ao coração, mas que também merece atenção quando o assunto é saúde ocular. A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias tóxicas capazes de atingir estruturas delicadas da visão e provocar danos silenciosos, muitas vezes irreversíveis. Entre as regiões mais vulneráveis estão a retina e o nervo óptico, essenciais para captar e transmitir as imagens ao cérebro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 8 milhões de pessoas morrem todos os anos em decorrência do tabagismo, incluindo cerca de 1,2 milhão de vítimas do fumo passivo. Diante desse cenário, especialistas do H.Olhos reforçam que abandonar o cigarro é uma medida decisiva não apenas para reduzir doenças sistêmicas, mas também para preservar a visão ao longo da vida.

De acordo com a Dra. Mayra Leite, oftalmologista do H.Olhos, o tabaco interfere diretamente na circulação sanguínea e na oxigenação dos tecidos oculares, favorecendo o surgimento de alterações degenerativas. “Muitas pessoas desconhecem que fumar pode comprometer estruturas essenciais para enxergar. As substâncias presentes no cigarro provocam estresse oxidativo, reduzem o aporte de oxigênio e prejudicam vasos sanguíneos que nutrem os olhos”, explica.

H.Olhos destaca relação entre cigarro e degeneração da retina

H.Olhos - cigarro- Dia Mundial Sem Tabaco
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Entre as doenças oculares associadas ao tabagismo está a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), condição que afeta a mácula, região central da retina responsável pela percepção de detalhes, leitura e reconhecimento de rostos. O quadro costuma evoluir de forma progressiva e pode limitar atividades cotidianas, especialmente em pessoas com predisposição genética ou sem acompanhamento oftalmológico periódico.

“A retina depende de uma irrigação eficiente para funcionar adequadamente, e o cigarro favorece processos inflamatórios e degenerativos que comprometem esse equilíbrio”, afirma a Dra. Mayra Leite, do H.Olhos.

O nervo óptico também sofre impacto importante. Responsável por conduzir os estímulos visuais ao cérebro, ele pode ser lesionado pela exposição contínua aos componentes tóxicos do tabaco. Essa agressão favorece neuropatias ópticas e aumenta o risco de doenças que comprometem o campo visual, causando perda gradual da capacidade de enxergar.

Especialista do H.Olhos orienta sobre prevenção e acompanhamento oftalmológico

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“A lesão do nervo óptico costuma avançar de maneira silenciosa. Em muitos casos, o paciente percebe alterações somente quando já ocorreu perda funcional significativa. Por isso, além de interromper o uso do tabaco, é essencial manter consultas regulares com o oftalmologista”, orienta a especialista.

Além da retina e do nervo óptico, o cigarro está relacionado a outras alterações oculares, como catarata, glaucoma e síndrome do olho seco. A exposição frequente à fumaça agride a superfície ocular, favorece irritação, sensação de areia nos olhos, ardência e vermelhidão, sintomas que também podem atingir pessoas expostas ao fumo passivo.

Para a oftalmologista do H.Olhos, ampliar a conscientização sobre os impactos do tabagismo na visão ainda é uma etapa importante da prevenção. “Quando falamos sobre tabagismo, geralmente pensamos em doenças respiratórias ou cardiovasculares. No entanto, os olhos também pagam um preço alto por essa exposição. Parar de fumar é uma decisão que beneficia todo o organismo e ajuda a proteger a visão ao longo da vida”, conclui a Dra. Mayra Leite.

  • Publicado: 29/05/2026 14:43
  • Alterado: 29/05/2026 14:43
  • Autor: Daniela Penatti
  • Fonte: H.Olhos