Greve na CPTM: Veja atualizações em tempo real
Acompanhe o que se sabe até o momento sobre a paralisação dos ferroviários, os impactos no transporte e as negociações entre sindicato, governo e concessionária.
- Publicado: 05/08/2026 17:40
- Alterado: 05/08/2026 18:24
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: ABCdoABC
A greve na CPTM segue nesta quarta-feira (5), sem acordo entre o Sindicato dos Ferroviários e o Governo de São Paulo. Uma assembleia da categoria está marcada para as 15h e deve decidir se os trabalhadores aceitam a proposta apresentada pelo Executivo estadual ou mantêm a paralisação. A greve, iniciada à meia-noite de terça-feira (4), continua afetando diretamente a circulação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na região metropolitana de São Paulo. Os trabalhadores protestam contra a transferência da gestão ferroviária para a empresa privada Trivia Trens e cobram garantias de emprego para os quadros da estatal.Em resposta, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos na cidade e manteve a suspensão para esta quarta-feira, e o governo estadual reforçou o metrô e colocou ônibus extras nas ruas para amenizar o impacto sobre os passageiros.
O que pedem os funcionários da CPTM
O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB) lidera o movimento grevista. Segundo a entidade, apenas 11% dos funcionários operacionais foram transferidos para a nova concessionária, enquanto o restante do quadro da CPTM lida com um programa de desligamento voluntário promovido pela direção da empresa pública. A categoria soma 4.700 empregados sob risco de demissão, segundo o sindicato.
Os manifestantes estabeleceram três pautas centrais para negociar o fim da paralisação na CPTM:
- Retorno definitivo da operação das três linhas para o controle do Estado
- Manutenção dos postos de trabalho de todos os servidores da companhia
- Aprovação imediata do Projeto de Lei nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp)
O projeto em tramitação obriga o governo estadual a absorver os profissionais da estatal em outros órgãos da administração pública. A Trivia Trens, por sua vez, defende sua atuação afirmando ter renovado 90% dos profissionais na frente operacional e de manutenção, com mais de 1.300 horas de treinamento prático e teórico para as novas equipes.
Em nota, a direção do sindicato reforçou a disposição para negociar, mas sem abrir mão da mobilização: “Sem esse compromisso formal, a categoria decidiu manter a greve como forma de defender os postos de trabalho e o futuro de milhares de famílias“.
Outro representante da categoria, Luiz Barbosa Neto Júnior, diretor-executivo do sindicato, criticou a proposta apresentada pelo governo na negociação de segunda-feira (3): “Na negociação que teve hoje, o que o governo fez? Ah, vamos ter mais 60 dias para conversar para garantia do emprego. E a turma não quer aceitar isso“.
Como está o transporte agora
As linhas afetadas pela greve na CPTM operam de forma parcial ou seguem totalmente inativas:
- Linha 11-Coral: circulação apenas entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. O trecho entre Guaianases e Estudantes é atendido por ônibus do sistema PAESE
- Linha 12-Safira: operação no trecho entre Brás e Engenheiro Goulart. O trecho entre Engenheiro Goulart e Calmon Viana é atendido por ônibus do sistema PAESE.
- Linha 13-Jade: trens circulam com maiores intervalos entre Engenheiro Goulart e Aeroporto Guarulhos, com reforço de ônibus do sistema PAESE.
- Expresso Aeroporto: viagens suspensas.
Em contrapartida, as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa operam normalmente.
O Metrô de São Paulo também mantém circulação regular nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela e 5-Lilás, além do funcionamento normal das linhas 15-Prata e 17-Ouro. Para reforçar a oferta, a companhia antecipou a abertura das estações de quatro linhas para as 4h e aumentou a circulação de trens na Linha 3-Vermelha.
O Estado também acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) e disponibilizou 128 ônibus para atender os trechos mais afetados, entre Estudantes e Corinthians-Itaquera e São Miguel Paulista e Calmon Viana. Funcionários extras foram deslocados para organizar o embarque em estações de maior movimento, enquanto trens vazios passaram a sair das garagens diretamente para os pontos de maior demanda. A Polícia Militar também reforçou o policiamento e o trânsito nos principais terminais.
A paralisação da CPTM prejudica especialmente o deslocamento na Zona Leste da capital e em cidades como Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquaquecetuba, Suzano e Mogi das Cruzes. Em razão dos impactos, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta terça-feira.
Reação do governo estadual
O Governo de São Paulo afirma que o sindicato descumpriu essa determinação na manhã desta terça-feira (4). Segundo a gestão estadual, o número de ferroviários em atividade nas linhas administradas pela CPTM ficou abaixo do percentual mínimo exigido para o horário de pico, o que, na avaliação do governo, configura violação da liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho.
A administração estadual também informou que mantém as negociações com a categoria para evitar demissões em massa com a concessão das linhas da CPTM. Em nota, o governo afirmou que segue comprometido com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse dos ferroviários. Entre as medidas discutidas estão a realocação de empregados em outros órgãos públicos e a integração ao Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).
O sindicato, por sua vez, contesta a posição do governo e sustenta que as propostas apresentadas ainda não oferecem garantias concretas aos trabalhadores diante da transferência da operação da CPTM para a iniciativa privada.
O que diz a decisão da Justiça
Diante do impasse na negociação, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou a manutenção de 80% do efetivo em horários de pico e de 60% nos períodos de menor movimento durante a greve. O descumprimento da decisão gera multa diária de R$ 400 mil aos cofres do sindicato. Até o momento, as negociações seguem travadas, e o transporte metropolitano opera sob o rigor dessa ordem judicial.
Declarações de Tarcísio sobre a greve
O governador Tarcísio de Freitas voltou a criticar a paralisação dos ferroviários e classificou o movimento como uma ação de motivação política. Segundo o chefe do Executivo paulista, a greve na CPTM prejudica diretamente os passageiros que dependem diariamente dos trens para trabalhar, estudar e se deslocar.
“A paralisação é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro. A aposta na baderna não vai nos intimidar”, afirmou o governador.
O governo estadual também reforçou que já havia apresentado propostas à categoria antes do início da greve, incluindo medidas para preservar os postos de trabalho e discutir projetos de lei de interesse dos ferroviários. Segundo a administração paulista, o compromisso envolve a análise da realocação de empregados em outros órgãos públicos e a manutenção do acesso ao Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).
Além disso, o presidente da CPTM, Michael Cerqueira, afirmou que a categoria não cumpriu a liminar expedida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de pelo menos 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais períodos. Segundo ele, o número de trabalhadores em atividade ficou abaixo do percentual estabelecido pela Justiça.
Por outro lado, o sindicato sustenta que as propostas apresentadas pelo governo ainda não oferecem garantias concretas para os trabalhadores diante da concessão das linhas e defende a aprovação de projetos de lei que assegurem a absorção dos funcionários pelo Poder Público.
Como chegou-se a esse ponto
A crise no sistema ferroviário estadual não é recente. O governo de São Paulo leiloou os ramais da CPTM em março do ano passado, com o grupo Comporte Participações vencendo o certame com a promessa de investir R$ 14,3 bilhões em modernização e novas estações. A transferência do serviço ocorreu de forma gradual, sendo concluída em 21 de julho, quando a concessionária Trivia Trens assumiu integralmente os trilhos.
Os primeiros dias de controle totalmente privado, porém, registraram problemas técnicos graves. Passageiros enfrentaram longos atrasos até que um curto-circuito incendiasse um vagão da Linha 12-Safira, no dia 23 de julho. Diante da crise, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) precisou intervir e obrigou a CPTM a retomar temporariamente o controle das três linhas, em 24 de julho, por um prazo de 90 dias, para a realização de ajustes urgentes de segurança. É nesse cenário de instabilidade recente que a greve dos ferroviários se soma às dificuldades enfrentadas pelos passageiros da região metropolitana, que devem buscar rotas alternativas até que a paralisação seja encerrada.
Greve da CPTM define rumo das linhas em SP
Atualização – (05 de agosto, 17h30)
A greve dos ferroviários que afetava parcialmente a circulação dos trens metropolitanos na Grande São Paulo chegou ao fim nesta quarta-feira (5), após decisão aprovada em assembleia extraordinária do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil. Com o encerramento do movimento, a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade começou a ser restabelecida gradualmente ao longo do dia. Apesar da retomada do serviço, a categoria permanece em estado de greve, o que permite a convocação de uma nova paralisação caso as negociações não avancem.
A mobilização foi motivada pela insatisfação dos trabalhadores com o processo de concessão das linhas ferroviárias e pelos problemas registrados após a transferência da operação para a concessionária Trivia Trens. Embora o contrato tenha sido firmado no fim de junho, a empresa ainda não assumiu efetivamente a gestão dos ramais. Diante das falhas verificadas no início da transição, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM permanecesse responsável pela operação das linhas por um período de 90 dias, enquanto a concessionária realiza os ajustes exigidos.
A decisão de encerrar a paralisação ocorreu após uma proposta apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), que prevê garantias para a manutenção dos postos de trabalho dos ferroviários, incluindo funcionários da Linha 10-Turquesa, que sequer integra o pacote de concessão. Durante os dois dias de greve, milhares de passageiros enfrentaram dificuldades para se deslocar, com plataformas lotadas, longas filas e superlotação nos ônibus do Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), considerados insuficientes para absorver a demanda dos usuários afetados.
Atualização – (05 de agosto, 14h45)
Um novo desdobramento pode definir o fim da greve da CPTM ainda nesta quarta-feira (5). Em coletiva de imprensa, o governador Tarcísio de Freitas anunciou o envio à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) de um projeto de lei para garantir a absorção dos funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em outros órgãos e empresas públicas estaduais.
Segundo o governador, a proposta autoriza o Estado a realocar os trabalhadores em instituições como Metrô, Artesp, Arsesp e na própria CPTM. A medida atende a uma das principais reivindicações do Sindicato dos Ferroviários, que pedia uma garantia formal de manutenção dos empregos diante da concessão das linhas.
“Nós estamos mandando um projeto de lei. E esse projeto é de competência do Executivo, onde a gente garante a absorção, a cessão, o empréstimo e o aproveitamento de todos os trabalhadores das linhas 11, 12 e 13″, afirmou Tarcísio.
O governador também declarou que, desde a concessão das linhas, nenhum funcionário foi demitido em razão da mudança na operação. Segundo ele, os trabalhadores foram realocados para outros órgãos estaduais ou permaneceram na CPTM, especialmente na Linha 10-Turquesa.
Diante da nova proposta apresentada pelo Governo de São Paulo, o Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil antecipou a assembleia da categoria, inicialmente prevista para as 17h. Em comunicado divulgado por volta das 13h20, a entidade informou que a votação foi remarcada para 15h, quando os trabalhadores decidirão se aceitam ou não a proposta do governo.
Se a maioria aprovar o acordo, a greve será encerrada ainda nesta quarta-feira (5). Caso a proposta seja rejeitada, a paralisação será mantida e poderá seguir para quinta-feira (6).
Representantes do Governo de São Paulo, da CPTM e do sindicato também voltam a se reunir nesta tarde para tentar construir um acordo definitivo e encerrar o impasse.
Atualização – (05 de agosto, 07h13)
Em nota divulgada nesta quarta-feira (5), o Governo de São Paulo afirmou que o sindicato manteve a greve mesmo após parte das reivindicações da categoria ter sido atendida e acusou os ferroviários de descumprirem a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais períodos.
Segundo o governo, cerca de 1 milhão de passageiros foram prejudicados no primeiro dia da paralisação. A gestão estadual também destacou que o movimento provocou reflexos em toda a mobilidade da capital, contribuindo para congestionamentos de até 720 quilômetros e exigindo a suspensão do rodízio municipal de veículos.
Para reduzir os impactos da greve, o Estado informou que manteve o plano de contingência pelo segundo dia consecutivo. O Metrô voltou a antecipar a abertura das estações para as 4h, reforçou a operação da Linha 3-Vermelha e ampliou as equipes nas estações com maior fluxo de passageiros. Já o sistema Paese passou a contar com 195 ônibus para atender os usuários das linhas afetadas: 95 veículos para a Linha 11-Coral, 90 para a Linha 12-Safira e 10 para a Linha 13-Jade.
Ainda de acordo com o governo, não há demissões em curso em razão da concessão das linhas da CPTM. A administração estadual afirma que, dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 permanecem na Linha 10-Turquesa, enquanto os demais estariam contemplados em um plano de realocação para órgãos como Metrô, Artesp, Arsesp e outras autarquias estaduais.
O governo também reiterou que considera a paralisação um movimento de caráter político, voltado à reestatização dos serviços concedidos à iniciativa privada, e informou que continuará adotando medidas administrativas e judiciais para garantir a prestação do serviço, responsabilizar eventuais descumprimentos da decisão judicial e assegurar o direito de ir e vir da população.
O sindicato dos ferroviários contesta a versão apresentada pelo governo e sustenta que as garantias oferecidas ainda não asseguram a manutenção dos postos de trabalho, motivo pelo qual decidiu manter a paralisação.
Atualização (04 de agosto, 18h33)
Trabalhadores e representações do setor metroferroviário reúnem-se em assembleia geral para votar a continuidade ou paralisação do movimento nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A mobilização da greve da CPTM ocorre no aguardo de propostas oficiais por parte do Poder Executivo estadual sobre as reivindicações da categoria.
Durante o período da tarde, a circulação dos trens opera com restrições operacionais nos ramais atingidos. A greve da CPTM motivou a implantação do sistema de ônibus emergencial para suprir o atendimento nos trechos sem prestação regular de serviços.
Operação parcial e plano emergencial nas linhas
A circulação dos trens durante a greve da CPTM atende segmentos específicos do sistema sobre trilhos:
- Linha 11-Coral: Atendimento mantido entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases.
- Linha 12-Safira: Transporte realizado exclusivamente no trecho entre Brás e Engenheiro Goulart.
- Linha 13-Jade: Percurso completo mantido, com circulação operando sob velocidade reduzida.
O Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado para mitigar os impactos da greve da CPTM nos municípios de Ferraz de Vasconcelos, Poá e Mogi das Cruzes, além da Zona Leste da capital. Em virtude das limitações no transporte público, a administração municipal da Capital declarou a suspensão temporária do rodízio municipal de veículos.
“A deliberação da categoria sobre a greve da CPTM está condicionada à apresentação formal de propostas que garantam as salvaguardas trabalhistas previstas no projeto de lei”, declarou Eluiz Alves de Matos, presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, em interlocução com parlamentares na Assembleia Legislativa.
Reivindicações trabalhistas e regulação estatal
A pauta central impulsionada pela greve da CPTM envolve a apreciação do Projeto de Lei 730/2025 na Assembleia Legislativa de São Paulo. O texto estabelece diretrizes para a absorção dos profissionais do quadro estatutário e celetista por órgãos da administração direta ou indireta em processos de concessão ou parcerias público-privadas.
A retomada da operação direta pelo Governo de São Paulo nas três linhas ocorreu no final de julho de 2026, após falhas operacionais registradas no período de transição com a concessionária Trivia Trens. O plano de concessão concedido em março de 2025 prevê vigência de 25 anos e aporte financeiro de R$ 14,3 bilhões na infraestrutura dos ramais que, somados, transportam cerca de 786,5 mil passageiros diariamente. A assembleia da categoria definirá os próximos passos operacionais conforme o avanço das negociações com a gestão estadual.
Nota do Governo do Estado de São Paulo
“A greve nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foi decretada pelo sindicato mesmo após o compromisso do Governo de São Paulo de não fazer nenhuma demissão durante o período de realocação de funcionários da CPTM. A paralisação ocorre por decisão unilateral do sindicato, com justificativas baseadas em desinformação e prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que usam as três linhas diariamente. Ao longo de todo o dia, a greve também afeta o trânsito na capital, com rodízio suspenso e pico de congestionamento de mais de 720 km pela manhã. Desde o início das negociações, o Governo de SP e a CPTM apresentaram compromissos concretos e mantiveram canais de diálogos abertos. A manutenção dos empregos foi garantida e comunicada ao sindicato na véspera da paralisação. Ao contrário do que alega a entidade, não há demissões em curso, o que torna sem fundamento a motivação trabalhista da greve. Dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa; 475 permanecem nas Linhas 11, 12 e 13, novamente sob gestão da CPTM; 450 estão no Metrô; 177 negociam realocação para a Artesp e outros órgãos; 522 seguem à disposição para novas cessões; e 853 atuam em áreas administrativas. Diante desses números, causa estranheza a continuidade de uma greve que prejudica diariamente milhares de usuários das três linhas afetadas”.