Governo de SP já depositou quase R$ 1 bi em bônus para professores
Pagamento recorde recompensa avanço histórico no Saresp e beneficia milhares de servidores da rede estadual paulista nesta quinta-feira.
- Publicado: 30/04/2026 10:26
- Alterado: 30/04/2026 10:26
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
O Governo de São Paulo depositou nesta quinta-feira (30) quase R$ 1 bilhão em bônus para professores e profissionais da rede estadual de ensino. O repasse financeiro atinge 188 mil servidores públicos. A medida reconhece o desempenho das equipes escolares na melhoria dos índices de aprendizagem aferidos pelo Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp).
As escolas estaduais paulistas registraram em 2025 a maior média da série histórica em matemática no Ensino Fundamental. O avanço ocorreu em todas as séries avaliadas. O valor médio creditado nas contas é de R$ 5.066,89 por funcionário.
Como funciona o cálculo do bônus para professores
O sistema de bonificação recompensa os profissionais da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) que cumprem metas estipuladas. Ao todo, 3.760 unidades de ensino atingiram a classificação ouro neste ciclo. O cálculo considera a evolução das notas, a frequência e a taxa de participação dos estudantes nas provas.
“A marca de R$ 1 bilhão em bônus é consequência de um trabalho contínuo e de dedicação dos profissionais da rede paulista. Houve também melhora nas notas de todas as disciplinas em relação à prova de 2024”, destacou Renato Feder, secretário da Educação.
O titular da pasta explicou que o aumento das médias elevou o montante total distribuído. O volume de servidores beneficiados cresceu 18% na comparação com o repasse realizado no ano anterior.
Estratégias pedagógicas e resultados locais
A conquista do bônus para professores exigiu diferentes abordagens táticas por parte das gestões escolares ao longo do ano letivo. O foco recaiu na recomposição de aprendizagem e na análise rigorosa de dados.
Na E.E. Visconde de São Leopoldo, localizada em Santos, a equipe aliou capacitação docente e avaliação constante. “A cada avaliação, sentamos juntos e discutimos quais aspectos houve evolução e quais precisavam de ajustes”, explicou Analdina Martes dos Santos, diretora da unidade.
A escola santista estabeleceu aulas de reforço focadas em matemática e língua portuguesa. A meta inicial da unidade era de 5.2 pontos, mas o ciclo fechou com 6.7.
Moeda própria e acolhimento dos estudantes
Na E.E. Professor Amador dos Santos Fernandes, na capital paulista, o engajamento estudantil ganhou contornos criativos. A direção criou o Amadolar, uma moeda fictícia usada para recompensar alunos com bom desempenho acadêmico. A iniciativa impulsionou a escola aos 7.2 pontos no Saresp.
“Os professores estão muito felizes por atingirem as metas. Nós temos um grupo muito engajado e nossa palavra aqui é união”, ressaltou Márcia Marcusso, responsável pela gestão da escola da zona leste.
O cenário se repete no interior. A E.E. Professora Consuelo Freire Brandão, em Campinas, alcançou a expressiva marca de 8.4 pontos. O segredo envolveu a recepção diária dos 272 estudantes na porta da escola e a aproximação com as famílias.
A expectativa da categoria agora se volta para o segundo semestre, quando um novo bônus para professores poderá ser liberado. Esse próximo pagamento dependerá dos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2025.
Avaliação federal pode gerar novo repasse financeiro
As avaliações federais contemplam os docentes de língua portuguesa e matemática do Ensino Fundamental e Médio. As equipes gestoras que cumprirem as metas estabelecidas pela Seduc-SP entrarão na lista de beneficiários.
Os dados oficiais da rede paulista serão divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em agosto. O governo estadual projeta realizar este novo depósito de bônus para professores até o mês de setembro.