Fundo Social de Solidariedade forma artesãs em Santo André
Oficinas desenvolvidas pelo órgão contribuem para a geração de renda da população carente
- Publicado: 30/03/2012 13:31
- Alterado: 15/08/2023 18:47
- Autor: Maryon Machado
- Fonte: SECOM PSA
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O Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura de Santo André entregou, na manhã desta quarta-feira (28), 41 certificados das oficinas de artesanato no Jardim do Estádio. O curso trabalhou artes como o fuxico, pintura craquelê em MDF, decupagem fragmentada, bijuteria e decoração de chinelos. O projeto é itinerante e gratuito, visando a contribuir com a geração de renda, além de atuar como forma de terapia ocupacional para os participantes. É o caso de Marisa Pereira Santos de Almeida. “Estava mal em casa, com começo de depressão, quando me convidaram para participar da oficina. Não estava com muita vontade, mas conheci pessoas maravilhosas, as professoras são super-atenciosas e dedicadas. Isso me motivou muito, arrumei até uma amiga aqui”, diz Marisa, que participou da oficina no Jardim do Estádio.
A presidente do Fundo Social de Solidariedade e primeira-dama do município, Denise Ravin, agradeceu a equipe do projeto e ao grupo de mulheres que se formaram. “Quando começamos o projeto, pensamos em uma proposta simples, voltada à geração de renda, que pudéssemos trazer aos bairros de Santo André, e, que, principalmente, proporcionasse prazer na sua realização. Por isso, escolhemos o artesanato, atividade que tem crescido muito e que pode surtir efeito na vida da população como um todo”, explica. Denise destacou a importância da manutenção de uma agente multiplicadora voluntária, para que mais pessoas possam receber a formação. “Em um ano de existência, essa foi a maior turma das oficinas”, disse.
No parque Miami, a auxiliar administrativa Renata Jacqueline Lopes dos Santos contou animada que já está obtendo lucros com os materiais produzidos. “Quando aprendi a fazer o chaveiro de fuxico logo levei para a empresa que eu trabalho. Em duas semanas, consegui vender vários”, diz Renata, que espera obter com a venda dos artesanatos dinheiro para pagar a festa de seu casamento.
Irene Alves de Paula, uma das alunas formadas na oficina no Bairro Recreio da Borda do campo, se orgulha em dizer que descobriu um novo talento, o que ajudou a melhorar a sua autoestima. “Não achava que tinha capacidade de aprender a trabalhar com artesanato. Comecei o curso depois de muita insistência, pensando em ajudar a igreja que frequento. No fim das contas, achei a arte divertida e virei artesã. É gratificante vender o produto que você mesma fez. Você se sente realizada”, disse Irene. “A oficina de artesanato me estimulou a fazer novos cursos, de limpeza de pele, de maquiagem. Estou muito feliz e não pretendo parar. Saí da monotonia e até minha memória está melhor”, completa a nova artesã, que já vendeu dez pares de chinelos trabalhados com as artes que aprendeu nas oficinas.
A professora de geração e renda do Fundo Social de Solidariedade, Ednéia Ferreira Rodrigues, destacou a iniciativa das alunas em criar novos modelos e em adaptar materiais diferentes às artes que são ensinadas. “Nós damos apenas algumas ferramentas e elas desenvolvem o próprio estilo”, afirma. Segundo a enfermeira da Unidade Básica de Saúde também do Recreio da Borda do Campo, Nilce Regina Betini, as pessoas inseridas nos grupos das oficinas cuidam melhor da saúde. “Para não tratar dos temas de forma enfadonha, as agentes comunitárias introduzem numa conversa informal dados sobre a saúde da mulher, diabetes, hipertensão, depressão. Com o apoio do Cras (Centro de Referência de Assistência Social), o projeto contribui para que mulheres que sofrem de violência doméstica aprendam a ser mais autônomas, por se sentirem respaldadas pela equipe. Além disso, é feito o acompanhamento com a verificação da pressão e da glicemia dos participantes”, conta a enfermeira.