Fundador da Ultrafarma é preso em operação do MP-SP
A operação também resultou na prisão de Artur Gomes da Silva Neto
- Publicado: 12/08/2025 09:15
- Alterado: 12/08/2025 11:59
- Autor: Redação
- Fonte: MP-SP
Uma grande operação desencadeada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) visa desmantelar um esquema de corrupção que envolve auditores fiscais tributários da Secretaria da Fazenda, estimando-se que as fraudes tenham gerado propinas superiores a R$ 1 bilhão desde 2021.
Nesta terça-feira (12), Sidney Oliveira, fundador e proprietário da rede Ultrafarma, foi detido em sua chácara localizada em Santa Isabel, na Grande São Paulo. A operação também resultou na prisão de Artur Gomes da Silva Neto, um auditor fiscal estadual de alto escalão e supervisor da Diretoria de Fiscalização (DIFIS) da Fazenda paulista, acusado de liderar o esquema fraudulento.
Além de Oliveira e Silva Neto, Mario Otávio Gomes, diretor estatutário do grupo Fast Shop, foi preso em um apartamento na Zona Norte da capital paulista. A reportagem tentou contato com as empresas envolvidas e com os advogados dos detidos, mas não obteve retorno até o momento.
A investigação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC) revelou que o auditor manipularia processos administrativos com o intuito de facilitar a quitação de créditos tributários por parte das empresas. Em troca desse favorecimento, ele receberia pagamentos mensais de propina, utilizando uma empresa registrada em nome de sua mãe para ocultar os valores recebidos.
A operação é resultado de meses de investigações minuciosas, que incluíram a análise de documentos, quebra de sigilo e interceptações autorizadas judicialmente. Os envolvidos poderão enfrentar acusações graves, incluindo corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A situação atual coloca um foco intenso sobre a atuação dos órgãos fiscais e a necessidade de medidas rigorosas para combater a corrupção dentro das instituições públicas.