Ford, Daimler e Renault-Nissan anunciam parceria
Objetivo é desenvolver um sistema comum de veículos elétricos com tecnologia de células de combustível
- Publicado: 28/01/2013 20:26
- Alterado: 28/01/2013 20:26
- Autor: Redação
- Fonte: Ford
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A Ford, Daimler e Nissan assinaram um acordo para acelerar a
comercialização de veículos elétricos com células de combustível (FCEV). O
objetivo dessa colaboração é desenvolver um sistema comum de veículos elétricos
com essa tecnologia, reduzindo os custos associados de investimento em
engenharia. Cada empresa vai investir em partes iguais no projeto.
A estratégia de maximizar a comunização de projeto,
alavancar os volumes e a eficiência derivada da economia de escala vai
contribuir para que, até 2017, sejam lançados os primeiros carros elétricos com
célula de combustível acessíveis do mundo.
Juntas, a Ford, Daimler e Nissan somam cerca de 60 anos de
experiência no desenvolvimento de veículos elétricos com célula de combustível
e mais de 10 milhões de quilômetros de testes em todo o mundo. Unindo forças e
dividindo os custos, as três montadoras globais serão capazes de reduzir
significativamente o investimento em pesquisa e desenvolvimento e o
“tíquete” para ingressar nessa tecnologia de nova geração com
emissões zero.
Os parceiros planejam desenvolver um sistema comum de pilha
e células de combustível que poderá ser usado por cada uma das empresas para o
lançamento de veículos elétricos das respectivas marcas, altamente
diferenciados e que não emitem CO2.
Essa colaboração emite um sinal claro para os fornecedores,
as autoridades e a indústria, encorajando o desenvolvimento de estações de
recarga de hidrogênio e da infraestrutura necessária para que esses veículos
sejam comercializados em massa.
Movidos pela eletricidade gerada a partir de hidrogênio e
oxigênio, os veículos elétricos com célula de combustível emitem apenas água
nesse processo. Eles são considerados um complemento aos veículos elétricos de
hoje com bateria, aumentando as opções de transporte com emissão zero
disponíveis para os consumidores.
Nova geração com
emissão zero
“Os veículos elétricos com célula de combustível são
obviamente o próximo passo da nossa indústria rumo a um transporte mais
sustentável”, diz Mitsuhiko Yamashita, vice-presidente executivo e líder
de Pesquisa e Desenvolvimento da Nissan.
“Estamos convencidos de que os veículos com célula de
combustível terão um papel central na mobilidade do futuro, com emissão zero.
Graças ao alto comprometimento dos três parceiros, podemos colocar essa
tecnologia em uma base mais ampla para torná-la disponível a muitos
consumidores em todo o mundo”, diz o prof. Thomas Weber, membro do
conselho de administração da Daimler e do grupo de Pesquisa e Desenvolvimento
de Carros Mercedes-Benz.
“Todos nós seremos beneficiados por essa aliança, com
soluções melhores do que cada empresa conseguiria de forma independente”,
diz Raj Nair, vice-presidente de Desenvolvimento do Produto Global da Ford.
“Trabalhando juntos, conseguiremos acelerar significativamente a
introdução dessa tecnologia no mercado, com custos mais acessíveis para os
nossos consumidores.”
Dividindo o trabalho,
compartilhando benefícios
O desenvolvimento de engenharia tanto das pilhas como do
sistema de células de combustível será feito conjuntamente pelas três empresa
em diversos locais do mundo. Os parceiros também estão estudando o
desenvolvimento conjunto de outros componentes dos veículos para gerar mais
sinergias.
Essa colaboração inovadora envolvendo três continentes e
três marcas contribuirá para a definição de padrões globais de especificações e
componentes, um pré-requisito importante para a obtenção de maior economia de
escala.
Como funciona
Assim como os veículos elétricos a bateria de hoje, os
veículos elétricos com célula de combustível são mais eficientes que os carros
convencionais e dispensam o uso de petróleo.
A eletricidade que eles usam é gerada a bordo, na pilha
de células de combustível, por meio da reação eletroquímica entre o hidrogênio
– armazenado em um tanque especial no veículo, a alta pressão – e o oxigênio do
ar. Os únicos subprodutos desse processo são vapor de água e calor.