PP e União Brasil recuam em apoio a Flávio Bolsonaro
Dirigentes da federação apontam desgaste na relação com o senador e pressão de lideranças estaduais para manter neutralidade na disputa presidencial de 2026.
- Publicado: 10/07/2026 16:38
- Alterado: 10/07/2026 16:38
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: União Progressista
A federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) decidiu não apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Dirigentes partidários confirmaram o recuo da aliança nacional para liberar os diretórios estaduais.
Desgastes recentes com a cúpula das duas legendas motivaram a ruptura. A pressão das bases regionais por neutralidade pesou na decisão de afastar o bloco das articulações do senador rumo à eleição majoritária.
Crises afastam Flávio Bolsonaro de Ciro Nogueira e Rueda
O distanciamento inicial ocorreu após a operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira em maio. A cúpula do PP esperava uma defesa pública de Flávio Bolsonaro durante o episódio. O silêncio do parlamentar enterrou as negociações que colocavam Nogueira como possível vice na chapa.
A situação piorou com a prisão de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, no Rio de Janeiro. Agentes apreenderam um fuzil no carro do aliado do PL durante uma operação na última quarta-feira (8).
O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, demonstrou forte incômodo com a falta de posicionamento sobre o caso. “Esperávamos uma manifestação pública de apoio sobre o episódio da prisão, o que não aconteceu”, relatou um integrante da cúpula da sigla.
Impacto regional e acordo isolado em São Paulo
Deputados nordestinos lideraram a frente interna contra o acordo unificado. Lideranças avaliam que um vínculo formal prejudica campanhas locais em estados onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém forte aprovação nas urnas.
O diretório paulista do PP representa a única exceção consolidada e manterá a aliança com Flávio Bolsonaro. O acordo estadual visa fortalecer a pré-candidatura de Guilherme Derrite, atual secretário estadual de Segurança Pública, ao Senado.
O governador Tarcísio de Freitas apoia André do Prado para a outra vaga paulista. A federação definiu que caberá a Flávio Bolsonaro atuar como o principal cabo eleitoral de Derrite, concentrando seus esforços regionais enquanto o projeto nacional perde força.