Flávio Bolsonaro descarta nomear Eduardo como chanceler
O candidato Flávio Bolsonaro afirmou em sabatina na TV que não nomeará Jair nem Eduardo Bolsonaro em caso de eleição à Presidência
- Publicado: 16/10/2026 22:42
- Alterado: 16/10/2026 22:42
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: FolhaPress
Em sabatina promovida pela TV Globo na noite de sexta-feira (16), o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou que “não está no radar” a nomeação do ex-presidente Jair Bolsonaro para qualquer cargo em uma eventual gestão. O parlamentar também descartou a indicação de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, para o comando do Ministério das Relações Exteriores.
“O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo, nunca sugeriu que gostaria de trabalhar no governo”, declarou o candidato Flávio Bolsonaro ao responder sobre a situação do pai.
Flávio Bolsonaro também falou sobre o fim da escala 6×1
Durante a entrevista realizada logo após o Jornal Nacional, o senador explicou a mudança de seu posicionamento em relação à proposta de fim da escala de trabalho 6×1. Após ter classificado a medida anteriormente como eleitoreira, Flávio Bolsonaro afirmou que decidiu apoiar a revisão da jornada após ouvir trabalhadores nas ruas.
“Eu sempre defendi mais liberdade para que os trabalhadores pudessem inclusive montar a sua própria jornada de trabalho. Eu sempre citava o exemplo daquela mãe solo, que sustenta o seu filho sozinho, que às vezes não tem com quem deixar a sua criança e com essa escala seis por um engessada, ela não consegue um emprego. Eu rodei o Brasil inteiro, ouvi muitos trabalhadores. Eu votei conforme o que eu vi nas ruas. Como eu vi a grande maioria dos trabalhadores estavam favoráveis ao fim da escala 6×1 resolvi seguir a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros”, explicou Flávio Bolsonaro.
Diretrizes fiscais, embates institucionais e cenário eleitoral
Questionado sobre a meta de corte de despesas de R$ 250 bilhões citada por integrantes de sua equipe econômica, o postulante do PL garantiu que o ajuste fiscal não afetará o valor do salário mínimo, o pagamento de aposentadorias ou os pisos constitucionais da saúde e da educação.
“Tem circulado muitas fake news. Meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo dizendo que acabaria com as aposentadoria, com os servidores públicos, que eu privatizaria Banco do Brasil, Caixa, Petrobras. O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”, argumentou.
No âmbito do Judiciário, Flávio Bolsonaro direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Indagado sobre a condução de apurações envolvendo o ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao tribunal durante a gestão de seu pai, o candidato afirmou que a legislação deve ser aplicada a todos os magistrados da corte.
A sabatina encerrou a rodada de entrevistas da emissora com os dois principais postulantes ao Planalto. A mais recente pesquisa Datafolha indicou um cenário de empate técnico na disputa presidencial, apontando Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos e Luiz Inácio Lula da Silva com 49%.