Flávio Bolsonaro abre campanha no Rio de Janeiro
Em comício na Praia de Copacabana, Flávio Bolsonaro defende combate ao crime, acordo com potências e "tesouraço" nas contas
- Publicado: 16/08/2026 17:14
- Alterado: 16/08/2026 17:14
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: ABC do ABC
O candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), o senador Flávio Bolsonaro, deu início oficial à sua campanha eleitoral na manhã deste domingo (16). O ato inaugural da candidatura ocorreu com um comício realizado no calçadão da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, marcando a liberação da propaganda eleitoral e dos pedidos de voto autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Usando colete à prova de balas por baixo da camiseta, o postulante discursou no topo de um trio elétrico por volta das 11h30. Ele esteve acompanhado de seu candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar (PL), do candidato ao governo fluminense, Douglas Ruas (PL), de sua mãe, Rogéria, e de sua esposa, Fernanda.
Durante a abertura da fala, o candidato resgatou o legado familiar ao comparar sua trajetória com a do ex-presidente Jair Bolsonaro:
“Sei que pareço com ele. Mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé”, declarou o postulante perante o público na orla carioca.
Segurança Pública, Soberania e Enquadramento de Facções

A pauta da segurança pública e do combate ao crime organizado guiou os pontos centrais do pronunciamento de estreia. Flávio Bolsonaro sustentou que o país enfrenta uma perda de soberania no cotidiano da população, citando a insegurança nos centros urbanos:
“Hoje não temos mais soberania sobre o nosso celular, não temos mais soberania sobre o nosso carro, não temos mais soberania sobre a sua bolsa. Você não tem mais soberania hoje sobre a sua casa, não tem soberania na sua rua, não tem soberania sobre a sua vida”, enumerou o candidato.
Na sequência, o postulante prometeu enquadrar as organizações criminosas na legislação de combate ao terrorismo e fez menção ao controle territorial armado no estado:
“O Brasil vai vencer porque PCC, Comando Vermelho e milícias vão ser classificados como terroristas”, prometeu Flávio Bolsonaro. “Eu te pergunto: quem tem soberania aqui no Complexo do Alemão? O governo ou o Comando Vermelho? Um governo que não tem a capacidade e não tem também a vontade de defender a soberania de quem mora aqui no Brasil não tem condições de manter a soberania sobre o seu próprio território.”
Política Externa e Trânsito com Potências
Ao abordar a diplomacia e as relações internacionais, o candidato do PL defendeu que possui trânsito direto para negociar acordos comerciais bilaterais com as principais potências globais:
“Eu sou o único que pode sentar com os Estados Unidos, com a China, com Israel, com o Oriente Médio, com a Índia e com a Argentina e fazer os melhores e maiores acordos comerciais pelo bem da nossa nação”, afirmou durante a fala em Copacabana.
Críticas à Inflação, Reduflação e “Tesouraço” Fiscal

No bloco dedicado à economia, o postulante citou dados sobre o endividamento das famílias brasileiras afirmando que o cenário atinge mais de 80milhões de pessoas e utilizou exemplos do cotidiano das compras de supermercado para criticar o poder de compra da população e a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT):
“Se coloque no lugar de um pai, de uma mãe, que tem R$ 200 contadinhos para ir no mercado com a sua filhinha. Bota o leite no carrinho, bota o arroz, bota o feijão… E aí na hora de passar as compras no caixa, acabou o dinheiro. ‘Dessa vez não vai dar pra levar, devolve na prateleira’. Essa é a realidade de milhões de brasileiros”, descreveu.
O candidato apontou ainda o impacto da reduflação nos produtos de consumo em massa:
“Aquelas pessoas que ainda estão conseguindo comprar estão levando menos comida para casa. Um rolo de papel higiênico, que tinha 40m, hoje tem 36m. Uma barrinha de chocolate, que antes tinha 200g, hoje tem 160g. A dúzia de ovos hoje tem 10 ovos. Nem a cervejinha foi poupada, porque uma latinha de 350ml hoje tem só 269ml. E a culpa é do Lula”, criticou.
Como proposta para a gestão fiscal a partir de 2027, o candidato prometeu um “tesouraço” nos gastos públicos, desburocratização e redução da carga tributária:
“Eu vou organizar essas contas e vou tirar o Brasil do vermelho. Você vai deixar de ter dívida. Eu vou fazer um tesouraço a partir de janeiro do ano que vem. Vai ser corte nos impostos, na burocracia e na corrupção”, concluiu.