Falta de água vai acabar em bairro de Mauá

Prefeitura de Mauá e Sabesp elaboram plano de melhoria para o abastecimento de água do Jardim Sonia Maria

Crédito: Bruno Prado/PMM

A Prefeitura de Mauá e a Sama, autarquia responsável pela distribuição de água, estão empenhadas em resolver os problemas de abastecimento na região do Jardim Sonia Maria. Na tarde desta segunda-feira (1/6), o prefeito Donisete Braga e a equipe da Sama se reuniram com os técnicos da Sabesp Aurélio Fiorindo Filho e Roberto Teruya para discutir um plano de ações e melhorias. O encontro foi no Paço Municipal.

 “Estive no domingo à noite (31/5) com moradores da região e prometemos resolver isso o quanto antes. Na mesma hora liguei para o diretor Paulo Massato e pedi essa reunião de emergência”, afirmou o chefe do Executivo. Entre as soluções técnicas encontradas para fazer a água chegar à região mais rapidamente figura a utilização de redes existentes no Parque São Rafael, bairro localizado da cidade de São Paulo.

Agora, tanto Sama quanto Sabesp vão se unir para celebrar um convênio e também promover estudos técnicos de engenharia antes de dar início às intervenções necessárias. Seguindo o cronograma inicial de urgência, as obras deverão estar concluídas em até 40 dias. Nesse período, a Sama vai monitorar o abastecimento de água da região e, sempre que necessário, irá realizar manobras técnicas na rede e continuará a atender a região emergencialmente com até sete caminhões-pipa, como já vem fazendo em caso de falta de água.

Ainda hoje, o prefeito Donisete Braga, representantes da Sama e da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Arsep) irão se reunir com moradores da região na quadra da Escola de Samba Unidos do Silvia Maria para informar os desdobramentos desse encontro.

ENTENDA O PROBLEMA DA FALTA DE ÁGUA EM MAUÁ

Cabe salientar que desde fevereiro de 2013, a Sabesp reduziu em 29,44% o volume de água enviado para Mauá. Essa queda no fornecimento faz com que a Sama não tenha água suficiente para atender os quase 450 mil habitantes do município.

A ausência de água na rede provoca problemas técnicos de operação que incluem a formação de “bolsões de ar” que comprometem o abastecimento e diminuem a durabilidade das adutoras, podendo ocasionar rompimentos quando há uma pressão repentina na rede. A Sama segue em negociações com a Sabesp para que o volume de água enviado ao município não seja reduzido e discute na justiça o valor cobrado pelo m³ de água fornecido a Mauá.

A cidade recebe água de dois sistemas de abastecimento da Sabesp, o Rio Claro (70%) e o Alto Tietê (30%).

  • Publicado: 02/06/2015 11:51
  • Alterado: 16/08/2023 17:46
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: PMM