Falando de telefonia e banda larga
DÉJÀ VU - 3G ou 4G? Tanto faz - Opinião de Vivien Mello Suruagy
- Publicado: 29/05/2013 16:33
- Alterado: 29/05/2013 16:33
- Autor: Redação
- Fonte: GT
O Brasil tem 264 milhões de linhas de telefonia celular e contabiliza 70 milhões de acessos à banda larga móvel, segundo levantamento recente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ao mês, mais de um milhão de novas linhas são habilitadas e passam a disputar a precária infraestrutura brasileira existente. Com a chegada da tecnologia 4G imediatamente somos remetidos a um fato recente da história da telefonia móvel em nosso país: a proibição da venda de chips por três das maiores operadoras de telefonia em decorrência do elevado número de reclamações dos usuários. A chance de termos novos problemas é alta.
Como obter ganhos significativos de qualidade na telefonia móvel, com promessas de uma internet mais rápida, se os mesmos problemas burocráticos e financeiros de outrora perduram? A esperança do governo é que parte dos usuários da conexão 3G migre para 4G, o que representaria o descongestionamento das redes. Porém antes que isto aconteça, muito necessita ser alterado:
– melhoria técnica da qualidade de mão de obra;
– respeito aos contratos firmados com as concessionárias de telecomunicações e análise das necessidades de alterações em leis e regulamentos, porém, considerando ao mesmo tempo os impactos financeiros nos custos das operadoras;
– ajuste dos contratos firmados entre as prestadoras de serviços e as operadoras, de forma a poderem absorver todos os custos inerentes à atividade;
– utilização no setor dos recursos dos fundos de Telecomunicações;
– desoneração tributária;
– regulamentação da Lei das Antenas e alteração das legislações municipais;
– estabelecimento de regras claras para a terceirização de serviços por meio da promulgação de lei específica para maior segurança jurídica entre operadoras e prestadoras de serviços.
“O setor de telecomunicações trabalha sem ter acesso a praticamente nenhuma das necessidades mencionadas acima, e mesmo assim continua crescendo e investindo fortemente. Imagino a quantidade de melhorias que poderíamos ter feito, se o dinheiro canalizado para a 4G fosse canalizado para as ações necessárias! O país precisa de operadoras e prestadoras de serviços de telefonia fortes, que propiciem o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva”, diz Vivien Mello Suruagy, presidente do Sindicato Nacional das Prestadoras de Serviços em Telecomunicações (Sinstal).
SOBRE O SINSTAL – Fundado em 1997, o Sinstal representa nacionalmente as empresas prestadoras de serviços e instaladoras de sistemas e redes de TV por assinatura – cabo, MMDS, DTH e Telecomunicações.