Exposição da Associação dos Pintores com a Boca e os Pés chega em São Caetano
A exposição da Associação dos Pintores com a Boca e os Pés chegou em São Caetano do Sul nesta terça-feira (6/12). A iniciativa, organizada pela Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida (Sedef) da Prefeitura de São Caetano do Sul, integra as ações da Virada Inclusiva do Governo do Estado de […]
- Publicado: 07/12/2011 10:35
- Alterado: 07/12/2011 10:35
- Autor: Caroline Terzi
- Fonte: PMSCS
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A exposição da Associação dos Pintores com a Boca e os Pés chegou em São Caetano do Sul nesta terça-feira (6/12). A iniciativa, organizada pela Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida (Sedef) da Prefeitura de São Caetano do Sul, integra as ações da Virada Inclusiva do Governo do Estado de São Paulo e fica na cidade até o dia 13 de dezembro no Atende Fácil (Rua Major Carlo Del Prete, 651, Centro). A abertura oficial da exposição contou com a presença do artista plástico Gonçalo Borges, que mostrou sua habilidade com os pés ao pintar uma obra natalina.
“Trouxemos a exposição dos quadros dos Pintores com a Boca e com os pés para que as pessoas vejam que a arte é um dom, independente se a pessoa tem ou não deficiência. Quem vê a exposição não imagina se os quadros foram pintados com as mãos ou não, são lindos”, destacou a secretária municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida (Sedef), Lilian Fernandes, que agradeceu a presença do artista.
Gonçalo Borges, que possui deficiência congênita, que o impede de realizar movimentos com os braços, esbanjou talento durante a abertura da exposição. “Decidi fazer uma pintura que simbolize esta época do ano, algo com o espírito do Natal”, ressaltou.
Iniciativa – A Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, fundada em 1956 por Erich Stegmann, tem providenciado, por mais de 50 anos, uma vida independente para artistas que não têm o uso de suas mãos. A medida conta com mais de 770 participantes, em mais de 70 países, e não faz distinção alguma entre nacionalidade, raça e crença. Há 46 pintores no Brasil, e a Associação procura ativamente por novos estudantes e membros.
Todos os membros dessa sociedade internacional são incapacitados de pintar usando suas mãos, e todos são beneficiados com a satisfação em poder ganhar seu próprio sustento, independente de caridade. Uma vez que se tornam sócios, seu trabalho deve ser de um padrão que possa competir em estética e base comercial com os trabalhos de artistas convencionais. Uma vez aceitos como membros, é garantida a eles uma renda substancial por toda a vida, mesmo se forem incapacitados de continuar a pintar. Isso é providenciado através da renda derivada da venda de seus trabalhos como: cartões, calendários, entre outros.