Expectativa de vida atinge 76,6 anos em 2024, segundo IBGE
A expectativa de vida no Brasil atingiu aumento significativo na longevidade e queda na mortalidade infantil
- Publicado: 28/11/2025 13:08
- Alterado: 28/11/2025 13:08
- Autor: Redação
- Fonte: IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, dia 28, que a expectativa de vida dos brasileiros alcançou 76,6 anos em 2024. Este dado reflete um aumento de 2,5 meses em relação ao ano anterior, 2023.
No que diz respeito à expectativa de vida por gênero, os homens apresentaram uma elevação de 73,1 anos para 73,3 anos. Para as mulheres, o aumento foi de 79,7 anos para 79,9 anos.
Expectativa de vida no Brasil aumenta

Ao longo das últimas nove décadas, a longevidade da população brasileira aumentou significativamente: em 1940, a expectativa era de apenas 45,5 anos. Portanto, nos últimos 80 anos, houve um crescimento impressionante de 31,1 anos.
Globalmente, Mônaco lidera como o país com a maior expectativa de vida ao nascer, estimada em 86,5 anos. Outros países que se destacam são San Marino (85,8 anos), Hong Kong (85,6 anos), Japão (84,9 anos) e Coreia do Sul (84,4 anos).
Uma análise mais detalhada da mortalidade revela que homens entre 20 e 24 anos enfrentam taxas mais elevadas do que suas contrapartes femininas na mesma faixa etária. O IBGE reporta que a sobremortalidade masculina em 2024 se concentrou principalmente nas idades:
- De 15 a 19 anos: índice de 3,4;
- De 20 a 24 anos: índice de 4,1;
- De 25 a 29 anos: índice de 3,5.
Esses números indicam que um homem de 19 anos possui uma probabilidade 3,4 vezes maior de não completar seu vigésimo aniversário em comparação com uma mulher da mesma idade. O IBGE atribui essa disparidade à alta incidência de óbitos por causas externas ou não naturais entre a população masculina.
A instituição enfatiza que esses níveis de mortalidade masculina são os mais altos já registrados e estão relacionados ao rápido processo de urbanização e metropolização do Brasil. A partir dos anos 1980, houve um aumento nas mortes relacionadas a causas externas — como homicídios e acidentes — que impactaram as taxas de mortalidade entre jovens do sexo masculino.
Além disso, a mortalidade infantil apresentou uma queda significativa. A taxa registrada foi de 12,3 mortes para cada mil crianças nascidas vivas, uma redução em relação aos 12,5 do ano anterior. Em comparação com os dados de 1940, quando essa taxa era alarmantes 146,6 por mil nascidos vivos, observa-se uma melhora substancial.
O IBGE atribui essa diminuição à implementação de campanhas efetivas de vacinação em massa, cuidados aprimorados no pré-natal e incentivo ao aleitamento materno. Outras iniciativas como ações dos agentes comunitários de saúde e programas voltados para nutrição infantil também desempenharam papéis cruciais nesse avanço.
A melhora nos indicadores sociais — incluindo aumento da renda e da escolaridade e maior acesso a serviços adequados de saneamento — também contribuiu para essa redução na mortalidade infantil. O IBGE destaca que essas melhorias estão diretamente ligadas ao aumento da expectativa de vida ao longo dos anos.
No segmento dos idosos, aqueles que atingem os 60 anos agora vivem em média mais 22,6 anos — um aumento em relação aos 22,5 anos registrados em 2023 e o maior valor observado nas últimas nove décadas. Em contraste com dados históricos de 1940, quando os idosos dessa faixa etária viviam apenas mais 13,2 anos.
Expectativa de vida: A separação por gênero indica que os homens que chegam aos 60 anos têm uma expectativa adicional média de vida de mais 20,8 anos; já as mulheres alcançam mais 24,2 anos. Para aqueles que chegam aos 80 anos em 2024, as expectativas são de mais 9,5 anos para as mulheres e mais 8,3 anos para os homens.