Executivo propõe plano para Brasil crescer 5% ao ano
Com foco na transição de uma economia de consumo para uma de investimento, o plano busca reverter décadas de baixo dinamismo econômico
- Publicado: 14/04/2026 13:10
- Alterado: 14/04/2026 13:10
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
O engenheiro, advogado e executivo Mário Oliveira Filho apresentou o projeto econômico “Plano Brasil Real II – 40 anos em 4”. A tese central sustenta que, para reverter o baixo dinamismo das últimas quatro décadas, período em que o país cresceu apenas 2,3% ao ano em média, o Brasil precisa estabilizar sua expansão econômica em um patamar superior a 5% ao ano.
O plano baseia-se na experiência de Oliveira Filho em projetos de infraestrutura no Brasil, Europa e Estados Unidos, diagnosticando que a atual estagnação é fruto da baixa taxa de investimento e da ineficiência crônica na execução de projetos públicos e privados.
Eixos do Planejamento Econômico

A proposta defende uma mudança estrutural no modelo de crescimento, priorizando os seguintes pontos:
- Taxa de Investimento: O plano prevê elevar os investimentos de 16,8% para 25% do PIB, índice considerado necessário para sustentar o avanço da capacidade produtiva.
- Eficiência na Execução: Diagnostica a dificuldade institucional do país em entregar obras no prazo e na escala planejada. O objetivo é fortalecer a gestão de projetos para reduzir o tempo entre o planejamento e o resultado concreto.
- Segurança Jurídica: Criação de um ambiente regulatório previsível para atrair investidores de longo prazo em setores de capital intensivo, como petróleo, saneamento e logística.
Redução de Custos e Qualificação
Oliveira Filho aponta que a competitividade nacional é limitada pelo “Custo Brasil”, estimado em R$ 1,7 trilhão. Para mitigar esse impacto, o plano propõe:
- Redução da Carga Tributária: Diminuição gradual de impostos para estimular o setor produtivo.
- Infraestrutura Energética: Expansão da rede para baratear custos operacionais da indústria.
- Educação Técnica: Fortalecimento da formação profissionalizante via Sistema S e institutos federais, visando aumentar a produtividade da mão de obra.
“O problema brasileiro não está na formulação de projetos, mas na execução. O país não consegue entregar com previsibilidade e escala, o que impede o investimento de se transformar em produtividade“, avalia o executivo.