Estudo do Semasa aponta: Precisamos reciclar mais!

25% do lixo comum gerado em Santo André poderia ser reciclado e o aterro municipal ganharia sobrevida de pelo menos 2 anos

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Pelo menos 25% do lixo que vai para o Aterro Sanitário de Santo André todos os dias poderia ser reciclado. São cerca de 162,5 toneladas de material que poderiam ser reaproveitadas na cadeia de consumo diariamente. Se isso ocorresse, o aterro andreense poderia ter sua vida útil ampliada em no mínimo 2 anos. Atualmente, Santo André gera 650 toneladas de lixo por dia e a vida útil do aterro municipal está estimada em oito anos.

O total que poderia não seguir para o aterro corresponde ao lixo coletado em uma cidade de 162 mil habitantes, por exemplo. É como se o material descartado por toda população de São Caetano do Sul, mais o produzido por cerca de um terço dos moradores de Rio Grande da Serra, ambas no ABC, fosse para o aterro andreense.

Este é um dos resultados do estudo gravimétrico, encomendado pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), para saber o que há no lixo orgânico coletado na cidade. A análise faz um raio-x minucioso no lixo comum recolhido ao aterro de Santo André e, para o município, significa um instrumento para nortear as ações do Semasa em relação à gestão dos resíduos sólidos. O último estudo gravimétrico de Santo André havia sido realizado em 2008.

Segundo o estudo, apenas 50,81% do material descartado corresponde a lixo orgânico (alimentos e produtos sanitários). O restante (49,19%) mistura o lixo seco a outros materiais, como tecido, madeira, entulho e resíduos tecnológicos, que poderiam ter um descarte diferenciado pela população.

O índice é menor do que em 2008, quando o aterro de Santo André recebia 56,25% de lixo orgânico. A constatação pode demonstrar uma redução na mobilização da população para separar o lixo seco. Santo André tem coleta porta a porta de lixo seco, destinado à reciclagem, há 15 anos.

Na mistura de matéria orgânica, o principal material encontrado é o plástico (15,26%), ou quase 99 toneladas diárias. A boa notícia é que houve uma queda da sua presença no lixo úmido em comparação com 2008 (18,57%).

O segundo material mais encontrado com o lixo comum é o papelão (7,13%), seguido pelo tecido e roupas em geral (6,20%).

Pela primeira vez, o Semasa separou as fraldas do material orgânico. Produto composto basicamente por plástico, as fraldas correspondem hoje a 4,97% do lixo levado ao Aterro Sanitário de Santo André, ou cerca de 32 toneladas por dia.

RAIO-X DO LIXO EM SANTO ANDRÉ EM TRÊS MOMENTOS

Principais materiais encontrados

MATERIAL/ANO

2006

2008

2013

Matéria orgânica*

49,9

56,25

50,81

SECOS

Plásticos

31,47

18,57

15,26

Papelão

2,58%

4,13

7,13

Tecido

3,82

4,26

6,2

Papel branco

4,97

8,55

1,89

Alumínio

0,46

0,41

1,21

Tetrapack

1,18

1,5

1,2

Vidro

0,47

1,07

1,15

Borracha

0,13

0,66

0,93

Madeira processada

0,13

0,76

0,78

Metal

0,58

1,05

0,51

Isopor

0,27

0,45

0,35

Madeira natural

0,71

0,13

0,09

* fraldas foram contabilizadas à parte pela primeira vez em 2013 e representam 4,97% do lixo coletado. Antes, elas eram contabilizadas junto com a matéria orgânica.

Números da coleta do lixo úmido em Santo André
0,96 kg/hab/dia
650 toneladas/dia
162,5 toneladas/dia poderiam ser reaproveitadas
50,81% orgânico
49,19% não orgânico
8 anos – vida útil estimada do aterro municipal

  • Publicado: 05/12/2013 14:30
  • Alterado: 05/12/2013 14:30
  • Autor: Paloma Alvarez Alonso
  • Fonte: Semasa