Estrangeiros do Brasileirão: Cidadania brasileira pode ser alternativa; veja os jogadores de SP que podem pedir
Com a cidadania brasileira, eles deixariam de ocupar vaga de estrangeiro e aliviariam a pressão sobre os elencos
- Publicado: 23/09/2026 10:18
- Alterado: 23/09/2026 10:18
- Autor: Redação
- Fonte: Agência Somos FC
A CBF e os clubes das Séries A e B aprovaram, nesta segunda-feira (21), uma mudança significativa no regulamento do Brasileirão. A partir de 2027, o número máximo de estrangeiros relacionados por partida será reduzido de forma gradual, até chegar ao teto de cinco em 2030. Diante desse cenário, jogadores que já podem pedir a cidadania brasileira ganham uma alternativa para escapar da limitação.
O que diz a legislação
A legislação brasileira estipula que um indivíduo deve residir no país por um período mínimo de quatro anos, de forma contínua, ininterrupta e por tempo indeterminado, para solicitar a naturalização ordinária. O solicitante deve completar um formulário da Polícia Federal, que posteriormente envia ao Ministério da Justiça.
Além de possuir uma residência de quatro anos no Brasil, é imprescindível que o solicitante seja maior de 18 anos, demonstre habilidade para comunicar-se em língua portuguesa e não tenha condenação penal ou encontre-se reabilitado conforme as disposições legais.
O prazo é encurtado para um ano caso o naturalizando tenha um filho nascido no Brasil ou esteja casado com um cônjuge brasileiro. Caso a pessoa seja oriunda de nações lusófonas, como Portugal ou Angola, o período também é reduzido para um ano de residência no país.
Os jogadores que podem pedir a cidadania para evitar o limite do Brasileirão em São Paulo

- Arboleda (São Paulo): desde junho de 2017 no Brasil
- Gustavo Gómez (Palmeiras): desde agosto de 2018 no Brasil
- Piquerez (Palmeiras): desde julho de 2021 no Brasil
- Flaco López (Palmeiras): desde junho de 2022 no Brasil
- Calleri (São Paulo): desde agosto de 2021 no Brasil
- Miguelito (Santos): desde julho de 2018 no Brasil
- Isidro Pitta (Bragantino): desde janeiro de 2022 no Brasil
- Hurtado (Bragantino): desde janeiro de 2022 no Brasil
O caso do São Paulo

O Tricolor tem dois jogadores que podem se enquadrar na lei dos lusófonos, já que Buta e Domingos Duarte têm nacionalidade portuguesa, facilitando o processo para o limite do Brasileirão. Todavia, no caso deles, seria necessário completar um ano e eles chegaram no segundo semestre desta temporada.
Com a cidadania brasileira, eles deixariam de ocupar vaga de estrangeiro e aliviariam a pressão sobre o elenco são-paulino no Brasileirão, que hoje tem sete gringos — número que precisará ser reduzido a partir de 2028, mas não deve gerar problemas já que Cédric e Enzo Diaz estão fora de cogitação.
O que vem agora no Brasileirão
A redução gradual do limite de estrangeiros começa em 2027, com teto de 8 por partida. Em 2028, cai para 7; em 2029, para 6; e em 2030, para 5. Os clubes terão que se adaptar — e a naturalização pode ser uma saída estratégica para manter atletas importantes sem que eles contem como gringos.