Empréstimos Consignados pelo Programa Crédito do Trabalhador superam R$ 1,28 Bilhão
Programa Crédito do Trabalhador atingiu valor às 17h desta quinta. Valor médio de cada empréstimo é de R$ 6,6 mil
- Publicado: 27/03/2025 22:19
- Alterado: 27/03/2025 22:19
- Autor: Redação ABCdoABC
- Fonte: Assessoria
Os empréstimos consignados realizados através do programa Crédito do Trabalhador atingiram a marca de R$ 1,28 bilhão até as 17h desta quinta-feira (27/3), conforme divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
As estatísticas oficiais revelam que foram formalizados 193.744 contratos, oriundos de mais de 11,6 milhões de propostas de crédito apresentadas pelos trabalhadores. O prazo médio estipulado para a quitação dos empréstimos é de 19 meses, com parcelas que giram em torno de R$ 347,23. O valor médio dos empréstimos está em torno de R$ 6,6 mil.
No Brasil, existe também uma modalidade alternativa de crédito consignado privado que, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), conta com 3,8 milhões de contratos e um montante total de R$ 40 bilhões.
A expectativa do governo federal é que, nos próximos quatro anos, o número de trabalhadores beneficiados por essa nova linha de crédito possa crescer substancialmente, atingindo até 25 milhões de pessoas.
O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, expressou otimismo quanto ao futuro do programa. Ele projetou que até o final de 2024, o volume total de contratos gerados pelo Crédito do Trabalhador pode alcançar a cifra impressionante de R$ 120 bilhões. “Acredito que até o fim do ano nós teremos R$ 120 bilhões negociados dentro do Crédito do Trabalhador, considerando tanto os contratos novos quanto os renegociados”, afirmou na quarta-feira (26/3).
Patrocinada pelo governo federal, essa nova modalidade de crédito destina-se aos trabalhadores com vínculos empregatícios celetistas, rurais ou domésticos, além de diretores não empregados que possuem direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
A proposta central deste programa é possibilitar que os trabalhadores tenham acesso a empréstimos com taxas de juros inferiores às que são atualmente praticadas no mercado, utilizando o FGTS como uma garantia para as instituições financeiras.