PF investiga suposta interferência do governo Trump nas eleições

A Polícia Federal investiga se o governo dos Estados Unidos atuou para interferir no pleito e desacreditar o Supremo Tribunal Federal.

Crédito: @whitehouse/Fotos Públicas

A Polícia Federal (PF) abriu uma investigação para apurar a suspeita de ingerência externa nas Eleições 2026 por parte do governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. A informação foi confirmada neste domingo (4) pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, durante visita ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICC), em Brasília.

A apuração decorre de uma representação apresentada no dia 1º de outubro pela Advocacia-Geral da União (AGU) junto à corporação e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento aponta indícios de financiamento norte-americano para desestabilizar as eleições 2026 e atacar a legitimidade do Supremo Tribunal Federal (STF).

Apuração sobre as Eleições 2026 e inteligência da PF

O material enviado pelo governo federal passou por análise técnica e seguiu para a Diretoria de Inteligência da PF, setor responsável por conduzir os inquéritos de maior complexidade. A legislação eleitoral brasileira classifica a interferência de agentes ou governos estrangeiros no processo de votação como crime grave.

“Nós recebemos de fato uma representação da Advocacia-Geral da União sugerindo a apuração de interferência externa nas eleições brasileiras, o que é crime na legislação eleitoral. Isso foi analisado pela nossa área técnica e encaminhado para a diretoria de inteligência, que é quem vai conduzir a investigação”, afirmou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Em paralelo às investigações de inteligência sobre as Eleições 2026, o pleito deste domingo transcorre dentro da normalidade em todo o país. Durante as fiscalizações matutinas, agentes federais apreenderam mais de R$ 350 mil em espécie em ações focadas no combate à compra de votos.

Análise de suposta ameaça à Embaixada dos Estados Unidos

A corporação também prestou esclarecimentos sobre o alerta emitido pela Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, que suspendeu serviços consulares no dia 1º de outubro alegando razões de segurança. Na ocasião, diplomatas e funcionários americanos receberam orientação para cumprir expediente remoto diante de supostas ameaças.

Equipes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão no último sábado (3) para checar a procedência dos dados repassados pelos diplomatas. A checagem sigilosa indicou ausência de riscos concretos à representação estrangeira.

“Recebemos a comunicação da Embaixada dos Estados Unidos e atuamos para apurar a veracidade daqueles dados. Cumprimos as medidas judiciais e não comprovamos nenhum elemento concreto que apontasse um risco efetivo para esta Embaixada ou para qualquer outra”, explicou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

A atuação ostensiva e de inteligência busca assegurar a estabilidade do processo democrático durante as Eleições 2026, enquanto os peritos concluem as análises sobre as denúncias de interferência internacional.

  • Publicado: 04/10/2026 16:43
  • Alterado: 04/10/2026 16:43
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Assessoria