Eleições 2026: veja o patrimônio declarado pelos candidatos
Declarações apresentadas à Justiça Eleitoral mostram patrimônios que variam de R$ 33 mil a bilhões de reais.
- Publicado: 17/08/2026 11:23
- Alterado: 17/08/2026 11:23
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: ABCdoABC
A corrida para as Eleições 2026 ganha um novo contorno de transparência com a divulgação patrimonial dos candidatos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza a declaração de bens de cada postulante ao cargo máximo do Executivo nacional. A medida cumpre uma exigência legal inegociável para o registro oficial das chapas. O processo permite que a sociedade acompanhe a evolução financeira dos políticos através da plataforma pública DivulgaCand.
Confira o patrimônio declarado pelos candidatos à Presidência nas Eleições 2026
A prestação de contas expõe contrastes absolutos no tabuleiro político para as eleições 2026. Os eleitores encontram desde candidatos populares com ausência total de bens cadastrados até fortunas gigantescas concentradas em aplicações de alta liquidez.
Pablo Marçal (PRTB)

O empresário Pablo Marçal informou R$ 7,4 bilhões em posses, consolidando a maior fortuna nominal da disputa. O candidato concentra a força dos seus ativos com R$ 6,7 bilhões aplicados diretamente em instrumentos de renda fixa. A declaração oficial inclui um terreno em Santana de Parnaíba (SP) avaliado em R$ 490 milhões.
A estratégia corporativa envolve R$ 121 milhões destinados a empréstimos para a empresa Filadélfia Nature Participações. O Tribunal Regional Eleitoral paulista manteve a condenação que deixa o político inelegível até 2032 por uso indevido dos meios de comunicação. A equipe jurídica assegurou o registro da candidatura nos últimos instantes do prazo legal.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca um novo mandato ostentando um patrimônio total de R$ 4,8 milhões. O balanço contábil indica uma queda de 35,7% frente aos R$ 7,4 milhões informados no pleito de 2022. A retração patrimonial decorre prioritariamente da redução de recursos mantidos em planos de previdência privada, que caíram de R$ 5,6 milhões para R$ 3,3 milhões.
O cenário oposto atinge o companheiro de chapa governista. O vice-presidente Geraldo Alckmin acompanhou o registro petista e observou seus bens triplicarem, saltando de R$ 1 milhão para R$ 3,3 milhões.
Ronaldo Caiado (PSD)

O governador Ronaldo Caiado consolidou um patrimônio robusto de R$ 52,5 milhões no atual ciclo. O montante sinaliza uma alta expressiva de 111% ante os registros de 2022.
A candidatura ostenta o presidente do PSD, Gilberto Kassab, na vital posição de vice. O dirigente partidário apresentou R$ 21 milhões em bens, cifra que configura um acréscimo 311% superior à sua última entrada em disputas eleitorais no ano de 2008.
Romeu Zema (Novo)

O governador Romeu Zema detém a maior fatia de sua riqueza vinculada estritamente a estruturas corporativas consolidadas. O documento submetido aponta R$ 94,5 milhões concentrados em uma holding familiar. O partido Novo projeta total transparência nas Eleições 2026 para sustentar o discurso de responsabilidade fiscal.
O senador da República e candidato a vice, Eduardo Girão, declarou o controle de R$ 34,1 milhões. O volume revela uma queda sutil de 6,3% em comparação aos números apresentados em 2018.
Wilson Grassi (Democrata)

O candidato Wilson Grassi ingressa no embate nacional reportando R$ 50 milhões perante o tribunal. A mudança significativa nas contas pessoais derivou da inclusão de uma casa em Brasília, avaliada em R$ 6,2 milhões, responsável direta pela alta patrimonial verificada. A candidata a vice, Suêd Haidar, comunicou possuir R$ 460 mil em ativos.
Augusto Cury (Avante)

A equipe encarregada da chapa do candidato Augusto Cury formalizou a entrada na dura disputa pelo Palácio do Planalto. O detalhamento público liberado foca expressivamente no ex-deputado Júlio Delgado, candidato a vice-presidente. O político mineiro possui patrimônio consolidado de R$ 3,5 milhões.
Flávio Bolsonaro (PL)

O senador Flávio Bolsonaro oficializou os papéis exigidos pela Justiça Eleitoral para manter o protagonismo conservador na disputa das Eleições 2026. A candidatura liberal atua em conjunto com o vice-presidente Alfredo Gaspar. O companheiro de palanque registrou R$ 565 mil em bens estruturados. O número reflete uma evolução financeira de 95% na comparação com o balanço de 2022.
Clariana Barão (DC)

A advogada Clariana Barão submetiu a quantia de R$ 1,8 milhão aos ministros competentes. A presidenciável baseia seus ativos físicos com três casas avaliadas em R$ 979,5 mil, R$ 107,4 mil e R$ 90,9 mil. O detalhamento obedece às normativas exigidas para as Eleições 2026 de forma minuciosa.
O acervo da candidata compreende ainda um apartamento de R$ 261,7 mil e um carro modelo Land Rover Discovery de R$ 376 mil. A candidata a vice, Fabiana Torquato, superou a cabeça de chapa e acumulou R$ 2,2 milhões.
Renan Santos (Missão)

O estreante político Renan Santos notificou a Justiça Eleitoral sobre a quantia de R$ 795 mil. Os recursos financeiros abrangem R$ 300 mil em créditos vinculados, R$ 275 mil gerados por atividades autônomas e R$ 120 mil distribuídos em participações societárias. O candidato a vice, Coronel Medina, listou R$ 1,6 milhão, incluindo uma medalha de ouro taxada em R$ 200 mil.
Edmilson Costa (PCB)

O candidato Edmilson Costa entregou o formulário estipulando R$ 454,4 mil sob sua propriedade legal. O cenário reflete uma redução de 9,4% em relação ao ano de 2014. A sindicalista Cleusa Santos, vice da chapa comunista, apresenta cifras muito superiores. A ativista declarou patrimônio de R$ 1,79 milhão, ancorado por quatro apartamentos e R$ 252 mil alocados em investimentos.
Samara Martins (UP)

A candidata Samara Martins evidencia o contraponto absoluto frente às chapas milionárias. A política registra o menor número do pleito, contabilizando exatos R$ 33 mil em seu nome. Os parcos recursos da concorrente dividem-se entre um carro com valor de mercado de R$ 29 mil e uma conta poupança com o saldo de R$ 4 mil. A parceira de chapa, Raquel Bricio, não declarou finanças.
Candidatos sem bens declarados nas eleições 2026
Os presidenciáveis Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) formalizaram as respectivas candidaturas ideológicas dentro do cronograma nacional. Os documentos preenchidos e inseridos no sistema indicam a ausência de propriedades físicas ou ativos monetários no nome de ambos os políticos.
Resumo patrimonial dos candidatos
A tabela abaixo organiza o volume financeiro declarado pelas principais chapas das eleições 2026 que buscam comandar o Executivo.
| Candidato à Presidência | Partido Político | Patrimônio Declarado |
| Pablo Marçal | PRTB | R$ 7,4 bilhões |
| Ronaldo Caiado | PSD | R$ 52,5 milhões |
| Wilson Grassi | Democrata | R$ 50 milhões |
| Luiz Inácio Lula da Silva | PT | R$ 4,8 milhões |
| Clariana Barão | DC | R$ 1,8 milhão |
| Renan Santos | Missão | R$ 795 mil |
| Edmilson Costa | PCB | R$ 454,4 mil |
| Samara Martins | UP | R$ 33 mil |
| Romeu Zema | Novo | Principal: Holding familiar (R$ 94,5 milhões)* |
| Augusto Cury | Avante | Foco da declaração no vice (R$ 3,5 milhões)* |
| Flávio Bolsonaro | PL | Foco da declaração no vice (R$ 565 mil)* |
| Hertz Dias | PSTU | Nenhum bem declarado |
| Rui Costa Pimenta | PCO | Nenhum bem declarado |
A fiscalização rigorosa sobre o mapeamento de riquezas garante a integridade institucional do país. O acompanhamento contínuo da evolução patrimonial durante as Eleições 2026 molda uma relação de confiança e transparência real entre a população e os líderes da máquina pública.