Docente da USCS integra programa de pesquisa no CERN

Docente da universidade participou de imersão técnica no laboratório europeu que opera o maior colisor de partículas do planeta

Crédito: Fotos: Divulgação.

A docente Thaís Schmidt, vinculada ao Colégio Universitário e à Escola de Saúde da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), integrou a delegação do “Programa Brasileiro de Professores no CERN” entre 19 e 25 de abril. O treinamento ocorreu no Laboratório Europeu de Física de Partículas, em Genebra, complexo responsável pela manutenção do Grande Colisor de Hádrons (LHC).

A seleção foi viabilizada pelo Edital 3/2026 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Ao todo, 24 docentes brasileiros de Física e Ciências foram selecionados para a missão, que visa reduzir o intervalo entre a produção científica de fronteira e o currículo da educação básica nacional.

Cooperação internacional e política de dados abertos

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O CERN destaca-se globalmente pela adoção de protocolos de ciência aberta, onde todas as descobertas são compartilhadas com a comunidade internacional. Para a representante da USCS, a vivência permitiu o acesso direto a instalações experimentais onde foram comprovadas teorias fundamentais da física moderna, como o bóson de Higgs.

A agenda técnica incluiu seminários sobre tecnologias de aceleração de partículas e visitas a centros de controle de dados. O intercâmbio de conhecimento foca na aplicação prática desses conceitos em sala de aula, estimulando o interesse de jovens estudantes por carreiras voltadas à tecnologia e inovação.

“A experiência reforçou o impacto transformador da educação e a importância da colaboração internacional na ciência”, afirma a professora Thaís Schmidt.

Participação feminina e indicadores de gênero na ciência

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A missão também trouxe à tona o debate sobre a disparidade de gênero em centros de alta tecnologia. Dados institucionais do CERN apontam que, entre novembro de 2024 e dezembro de 2025, o número de mulheres na equipe técnica e científica subiu para a faixa de 24,7%.

  • Evolução: O índice superou a média de 20% registrada na última década.
  • Metas: O laboratório mantém diretrizes estratégicas para ampliar a presença feminina.
  • Impacto local: A docente ressaltou a necessidade de incentivar estudantes mulheres a ingressar na carreira científica internacional.

Posição do Brasil na Organização Europeia

O Brasil detém o status de “Estado Membro” da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, sendo a primeira nação das Américas a atingir tal patamar institucional. Essa condição facilita o acesso de pesquisadores nacionais a recursos e projetos de cooperação técnica em larga escala.

A presença de uma docente da USCS no programa projeta a instituição de São Caetano do Sul no cenário internacional de formação docente. A integração com redes de excelência científica amplia a visibilidade acadêmica da universidade e qualifica o corpo docente para o ensino de temas complexos da física contemporânea.

  • Publicado: 28/04/2026 14:54
  • Alterado: 28/04/2026 14:55
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Assessoria

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