DEKRA testa segurança em veículos híbridos e elétricos

Veículos híbridos e elétricos são aprovados em testes realizados pela DEKRA

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Veículos híbridos e elétricos que utilizam bateria de lítio
demostraram ser tão seguros quanto os veículos movidos à gasolina em situações
de incêndio. Essa foi a conclusão de uma série de testes realizados pelos
especialistas da DEKRA da Alemanha em parceria com diversas montadoras de veículos.

Já há algum tempo, a DEKRA Automobil GmbH vem trabalhando
com foco na segurança de veículos elétricos. “Confiar na segurança dos carros
elétricos é fundamental para o aumento da sua popularidade. E essa questão
passa por um importante item: a proteção contra incêndios”, ressalta
Andreas Richter, coordenador das atividades da companhia nesta área. “Os
motoristas que conduzem esse tipo de veículo estão realmente em perigo? Os
bombeiros são capacitados para apagar incêndio nesse tipo de carro?”, questiona.

Para responder estas perguntas, a DEKRA realizou testes com
três marcas tradicionais de bateria disponíveis no mercado. Elas foram
incendiadas e depois apagadas com diferentes métodos. “Nós queríamos saber como
as baterias realmente reagem ao fogo e quanto tempo leva para o fogo ser
apagado,” diz Markus Egelhaaf, do Centro de Pesquisa de Acidentes da
DEKRA.

• A
intensidade das chamas e da fumaça é menor do que em veículos movidos a diesel
ou gasolina;

• Líquidos da
bateria não se espalham facilmente;

• Combater
incêndios em baterias requer o uso de água misturada a substâncias que auxiliam
o controle das chamas

Lítio X gasolina

No primeiro teste, as baterias foram incendiadas, e depois
de alguns minutos expostas a chamas com temperaturas superiores a 800°C, elas
voltaram a queimar devido às altas temperaturas. Neste segundo momento, a
intensidade das chamas e fumaça foi muito menor do que aquela provocada pela
gasolina.

O excesso de pressão gerado dentro das baterias, como
resultado do incêndio, foi dissipado pelas válvulas de alívio de pressão, o que
também ocasionou pequenos focos de chama. Mesmo assim, eles foram menos
intensos do que os observados em incêndios por gasolina.

“O risco de o fogo se espalhar rapidamente é menor nos casos
de incêndios causados por baterias de lítio, em comparação aos veículos que
utilizam combustível convencional, como gasolina ou diesel. Isso porque o
líquido das baterias não se espalha e não causa estragos nos objetos ao redor”,
aponta Egelhaaf.

Água

Os especialistas testaram diversas maneiras de combater o
fogo na bateria. No primeiro teste da série, eles utilizaram água. Apesar de
ser eficiente, o tempo para extinguir o fogo foi longo. Por diversas vezes, a
chama apagava e recomeçava. Isso demonstra que o veículo ou o compartimento da
bateria precisa ter um sistema de refrigeração, mesmo após o fogo ter se
extinguido. Além disso, o consumo de água foi muito maior do que o necessário
para conter um incêndio em um veículo convencional.

Em outros dois testes, duas substâncias foram utilizadas
para incrementar a capacidade da água de apagar o fogo e resfriar o ambiente.
Um dos agentes utilizados, quando em contato com a água, cria uma espécie de
gel que faz com que o fogo permaneça localizado apenas no objeto em chamas, sem
se espalhar por outras peças.

A segunda substância faz com que a água evapore de maneira
bem mais rápida, o que aumenta a capacidade e a velocidade de refrigeração do
veículo em chamas. “Ambas as substâncias demonstraram ser altamente eficazes
durante os nossos testes,” conclui o especialista da DEKRA. “Nos dois casos, o
fogo foi contido mais rapidamente, com muito menos água”.

Por fim, a água que vazou do veículo durante o incêndio
também passou por testes no laboratório de análise de produtos da DEKRA. O resultado
demonstrou que seu nível de contaminação é bem semelhante ao da água que vazou
dos veículos convencionais.

Com isso, os pesquisadores chegaram à conclusão de que, em
caso de incêndio, veículos elétricos e híbridos equipados com bateria de lítio
são, no mínimo, tão seguros quanto os veículos movidos a gasolina ou a diesel.

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  • Publicado: 22/01/2013 21:46
  • Alterado: 22/01/2013 21:46
  • Autor: 22/01/2013
  • Fonte: PRINTER PRESS