Crédito rural do Sicredi atinge R$ 48 bi na nova safra
Instituição financeira expande repasses para o agronegócio e libera bilhões para custeio e investimentos nos estados do Sul e Sudeste.
- Publicado: 10/04/2026 09:15
- Alterado: 10/04/2026 09:15
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Sicredi
A força do campo brasileiro encontra respaldo direto no financiamento financeiro estratégico. O crédito rural do Sicredi registrou a liberação de R$ 48,3 bilhões para o agronegócio nos oito primeiros meses da Safra 25/26. Esse volume injetado na economia representa uma expressiva alta de 15,7% frente ao ciclo passado. A carteira total da cooperativa encerrou janeiro na casa dos R$ 121,4 bilhões.
As operações de custeio absorveram 37,5% do dinheiro liberado pela instituição. Os investimentos nas propriedades rurais vieram na sequência, capturando 29,2% dos recursos. Quase 70% das 226,5 mil transações atenderam diretamente pequenos e médios produtores, oxigenando a base da pirâmide produtiva. A Cédula de Produto Rural (CPR) viabilizou 19,5% dessas negociações.
“Mesmo considerando o cenário desafiador para o agro, seguimos firmes em nosso compromisso de fomentar a atividade rural por meio de consultoria especializada, crédito e demais soluções que venham a auxiliar os produtores”, avalia Vitor Moraes, superintendente de Agronegócio da cooperativa.
Para garantir vantagem comercial aos agricultores, R$ 9 bilhões foram direcionados ao pré-custeio. Essa antecipação barateia a compra de insumos essenciais para a próxima safra de verão.
Impacto do crédito rural do Sicredi no Sudeste e Sul
Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná concentram fatia generosa desses repasses. Nessas três unidades federativas, as liberações somaram R$ 13,7 bilhões na atual safra, marcando uma expansão de 12,9%. O saldo da carteira regional saltou para R$ 33,2 bilhões, uma evolução de 17,9% em doze meses.
As demandas locais ditam o ritmo dos desembolsos. O fluxo do capital obedece a seguinte divisão estrutural na região:
- Custeio direto da produção: 46,9% do volume total.
- Investimentos em infraestrutura e tecnologia: 24,3%.
- Operações via CPR: 23,5%, diversificando as fontes de captação.
O perfil de atendimento regionaliza o compromisso cooperativista. Produtores de pequeno e médio porte assinaram 70,9% dos cerca de 58 mil contratos fechados.
A antecipação de recursos também ganha protagonismo no recorte regional. A central liberou R$ 3,6 bilhões em pré-custeio para blindar os agricultores contra oscilações de preços. O acesso antecipado ao crédito rural do Sicredi permite o planejamento seguro para a compra de sementes e fertilizantes.
“Nosso foco é garantir acesso a soluções financeiras que apoiem todas as etapas da produção, do planejamento à colheita, com atenção especial aos pequenos e médios produtores”, aponta Gilson Farias, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ.
Liderança absoluta nos repasses do BNDES
O balanço nacional de 2025 consolidou a instituição no topo do ranking de agentes financeiros do BNDES. O banco repassou R$ 8,6 bilhões aos associados rurais através dos fundos federais. O foco mirou a agricultura familiar, o médio produtor e a inovação tecnológica.
Programas vitais ganharam tração acelerada sob essa gestão. A liderança isolada nas linhas Pronaf e Pronamp atesta a capilaridade da cooperativa no interior do país. A concessão de crédito rural do Sicredi via Inovagro disparou 27%, caminhando na contramão do mercado geral, que encolheu 21% no mesmo período. O Proirriga registrou salto de 24% nas aprovações.
A conexão presencial com o campo terá um novo capítulo em abril. A cooperativa leva seu portfólio completo para a Agrishow, em Ribeirão Preto, entre 27 de abril e 1º de maio. O estande servirá como balcão de negócios para encurtar caminhos entre a necessidade da fazenda e o capital.
A feira internacional testa anualmente a aderência de novas soluções produtivas. A janela atual exige extrema eficiência operacional nas propriedades brasileiras. Bem estruturado, o crédito rural do Sicredi continuará exercendo papel determinante para sustentar o avanço tecnológico e a blindagem financeira do agronegócio nacional.