Coreia do Norte ameaça "afundar" Japão com armas nucleares
Agência de notícias do país também afirmou a intenção de reduzir os EUA a "cinzas e escuridão"; bolsa de Tóquio fechou em baixa
- Publicado: 14/09/2017 09:14
- Alterado: 15/08/2023 23:39
- Autor: Redação ABCdoABC
- Fonte: Estadão Conteúdo
Um órgão estatal da Coreia do Norte ameaçou hoje usar bombas nucleares para “afundar” o Japão e reduzir os EUA a “cinzas e escuridão”, em reação à decisão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), na última segunda-feira, de aprovar novas sanções contra Pyongyang.
As sanções, aprovadas por unanimidade, vieram após o regime norte-coreano ter realizado seu sexto e maior teste nuclear, no dia 3.
O Comitê norte-coreano para a Paz da Ásia-Pacífico, que lida com assuntos externos de Pyongyang, também defendeu o desmantelamento do Conselho de Segurança e o descreveu como “ferramenta do mal”, segundo comunicado divulgado pela agência de notícias norte-coreana KCNA:
“As quatro ilhas do arquipélago deveriam ser afundadas pelas bombas nucleares de Juche. O Japão não precisa mais existir entre nós“
Juche é a ideologia dominante na Coreia do Norte, que mistura o marxismo a uma forma extrema de nacionalismo. A ideologia era pregada pelo fundador do Estado, Kim Il Sung, o avô de Kim Jong Un, líder atual.
A Coreia do Norte também sugeriu, em tom de ameaça, que o Japão “dance na melodia” dos Estados Unidos, afirmando que o país asiático não deve ser perdoado por suas agressões e ataques nos tempos de guerra.
Na nota, a Coreia do Sul foi citada como traidora e, ainda, cachorra dos Estados Unidos, em uma referência ao alinhamento dos dois países.
O Comitê norte-coreano para a Paz da Ásia-Pacífico, que lida com assuntos externos de Pyongyang, também defendeu o desmantelamento do Conselho de Segurança e o descreveu como “ferramenta do mal”, segundo comunicado divulgado pela agência de notícias norte-coreana KCNA.
NO JAPÃO
“O pronunciamento da Coreia do Norte é extremamente provocativo. Isso intensifica as tensões e é absolutamente inaceitável”, afirmou o chefe de gabinete do país, Yoshihide Suga.
Apesar do posicionamento assertivo do governo japonês, a Bolsa de Tóquio fechou em baixa, interrompendo uma sequência de três dias de vendas positivas.