Coordenador de Flávio diz que fim da escala 6x1 “não faz bem ao país”

Senadores da oposição buscam acordo para que a proposta de redução da jornada de trabalho seja apreciada apenas após o segundo turno.

Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

A oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva articula no Senado Federal o adiamento da votação que debate o fim da Escala 6×1. Um grupo de parlamentares solicitou ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que a deliberação ocorra somente após o desfecho da eleição presidencial.

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho, ressaltou que a discussão sobre a jornada de trabalho não é rejeitada pelo bloco, mas o momento é considerado inadequado. “Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado”, declarou o senador.

A senadora Tereza Cristina atuou como porta-voz do grupo em reunião com a presidência do Senado para negociar a pauta. Durante o encontro, o presidente reafirmou o compromisso de seguir rigorosamente o regimento para o trâmite da Escala 6×1.

Impasse sobre a jornada de trabalho com o fim da escala 6×1

Integrantes da base aliada buscam aprovar a matéria antes do segundo turno, apostando em um calendário especial. A líder do Governo, Teresa Leitão, iniciou a coleta de assinaturas para acelerar o processo. “A cara de quem é contra tem que ser mostrada”, desafiou a parlamentar governista.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) tramita com as seguintes etapas estipuladas caso receba a aprovação final:

  • Redução da jornada semanal para 42 horas em dois meses, garantindo dois dias de descanso remunerado.
  • Implementação de 40 horas semanais em um ano, iniciada após a fase inicial de transição estipulada no texto.

O calendário regular exige cinco sessões de discussão antes da primeira votação no plenário. O regimento permite que a análise da Escala 6×1 sofra alterações de prazos e aceleração, mediante aprovação da quebra de interstício pela maioria dos senadores presentes.

A proximidade com o pleito gera críticas entre parlamentares de direita. A senadora Damares Alves questionou a celeridade imposta ao tema neste exato momento. “Jogar entre o primeiro e segundo turno? Eu tenho matérias mais importantes ali na pauta. Essa matéria pautada é para desgastar a imagem do Flávio”, argumentou a senadora.

O governo mantém a confiança de possuir os 49 votos favoráveis necessários para a aprovação definitiva do texto. A definição sobre o ritmo de votação nos próximos dias determinará se o fim da Escala 6×1 virará realidade ainda durante a atual corrida eleitoral ou se ficará retida para novembro.

  • Publicado: 08/10/2026 07:34
  • Alterado: 08/10/2026 07:35
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Assessoria