Conta de luz: consumidor poderá escolher fornecedor
Abertura do setor elétrico permite negociar direto com fornecedores e promete reduzir os custos mensais de empresas e residências.
- Publicado: 23/08/2026 10:01
- Alterado: 23/08/2026 10:01
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assessoria
As novas regras do setor elétrico brasileiro prometem reduzir o valor da conta de luz por meio da livre escolha do fornecedor. O modelo permite negociação direta com comercializadoras e já gera economia no ambiente corporativo. A portabilidade da energia chegará de forma escalonada para todos os consumidores até 2028.
Uma empresa de logística de São Bernardo do Campo (SP) registrou uma queda de quase 30% nos custos ao migrar para o mercado aberto há dois anos. A estratégia evitou gastos excessivos com as tarifas tradicionais cobradas na região.
“Por mês, são R$ 10 mil de economia gigantesca, totalizando R$ 120 mil por ano. Realmente o mercado livre vale muito a pena”, avalia Milton Bigucci Junior, diretor técnico da construtora.
Cronograma para a redução na conta de luz
A transição acontece em fases definidas pelo governo federal. Desde 2024, grandes consumidores como indústrias e shoppings já compram eletricidade fora do monopólio. A alteração alcançará pequenos negócios, como padarias e lojas de rua, a partir de novembro do próximo ano.
Para os consumidores residenciais, a mudança entra em vigor em novembro de 2028. O sistema funcionará nos moldes da portabilidade da telefonia. Empresas especializadas comprarão a eletricidade das geradoras para revender diretamente ao cliente final em contratos de pelo menos 12 meses.
Resumo das mudanças para o consumidor
As principais alterações no fornecimento incluem:
- Fim do monopólio das distribuidoras na venda e tarifação da energia;
- Liberdade para escolher a empresa fornecedora e negociar preços;
- Manutenção da infraestrutura física (postes e cabos) pela concessionária local de cada cidade;
- Possibilidade de contratar serviços adicionais para controle de horários de pico.
A qualidade da fiação continuará sob responsabilidade da distribuidora atual. Os eventuais problemas com quedas de energia na rua não têm relação com a troca da empresa responsável pela cobrança e emissão da conta de luz.
“Quando você tem um mercado competitivo, existe a perspectiva de um barateamento com a competição que espera-se que seja instalada”, explica Gerusa Côrtes, diretora de operação de mercado da Câmara de Comercialização de Energia (CCEE).
O barateamento real depende das condições estabelecidas no momento da assinatura do acordo. As prestadoras de serviço poderão enviar alertas de mensagens sobre os horários mais baratos de consumo. Essa gestão tecnológica garante ao cidadão maior previsibilidade e controle sobre o impacto final na sua conta de luz.