Clubes de São Paulo começam a retirar marcas de bets

Clubes a partir desta terça-feira já não poderão mais fazer publicidade das empresas de apostas

Crédito: (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

A Medida Provisória que suspende as casas de apostas no Brasil tem um novo momento nesta terça-feira (6): proibindo a veiculação de publicidade de bets no país. Com isso, os clubes de São Paulo começaram a retirar as marcas de seus uniformes e demais propriedades comerciais, seja física ou nas redes sociais.

O cronograma da suspensão das Bets

  • 25 de setembro (sexta-feira): publicação da MP; novos aportes financeiros às plataformas de apostas estão proibidos.
  • 5 de outubro (segunda-feira), até 23h59: último prazo para o apostador retirar voluntariamente o dinheiro depositado nas bets.
  • 6 de outubro (terça-feira), a partir das 0h: apostas oficialmente encerradas no país; plataformas não podem mais oferecer apostas nem veicular publicidade.
  • 7 e 8 de outubro (quarta e quinta-feira): as bets precisam repassar às instituições financeiras a relação de saldos remanescentes, com valores discriminados por CPF.
  • 1º a 14 de outubro: janela para os bancos devolverem os saldos aos apostadores.
  • A partir de 14 de outubro: se os bancos não conseguirem devolver os valores, a Caixa Econômica Federal assume a operação.

As primeiras mudanças nos clubes de São Paulo

O São Paulo já retirou a marca da Superbet do site oficial, mas no treino desta segunda-feira o logo estava presente. O Palmeiras treinou sem o logo da Sportingbet no uniforme. O Corinthians segue com a Esportes da Sorte em todas as propriedades, tanto digitais como no uniforme do treino desta segunda. O Santos é o único que já havia suspendido o contrato com a Novibet.

sao paulo
Rubens Chiri / saopaulofc.net

Preocupação dos clubes x fatores socioeconômicos

A medida acende um alerta no futebol brasileiro. Com o retorno do Brasileirão marcado para 7 de outubro, os clubes temem não poder mais exibir publicidade de casas de apostas — principal fonte de patrocínio do esporte nacional. As bets estampam camisas, placas, naming rights e competições inteiras.

Dos 20 clubes da Série A, 13 são patrocinados por casas de apostas. Juntos, os contratos somam mais de R$ 900 milhões fixos por temporada. Os quatro grandes de São Paulo — Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras — recebiam, juntos, R$ 375 milhões fixos por ano em contratos com bets.

Apesar disso, o governo argumenta que elas ocasionam problemas na economia, com dinheiro do orçamento familiar sendo destinado ao jogo, além do campo da saúde, com os casos de vícios e dívidas geradas por ele.

Clubes recorrem ao STF

A deliberação também desencadeou uma resposta jurídica. Clubes de distintas divisões do futebol brasileiro recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar as implicações da medida provisória.

O movimento visa debater a legitimidade da proibição e as repercussões econômicas no âmbito do futebol. O ministro Luiz Fux exerce a função de relator das ações que contestam a referida medida e requereu dados ao governo antes de proceder à avaliação dos requerimentos apresentados.

  • Publicado: 05/10/2026 23:05
  • Alterado: 05/10/2026 23:05
  • Autor: Redação
  • Fonte: Agência Somos FC