Clubes brasileiros vivem último dia de publicidade para bets após MP
A MP segue para o Congresso, mas clubes entraram no STF para tentar derrubá-la
- Publicado: 05/10/2026 11:32
- Alterado: 05/10/2026 11:32
- Autor: Redação
- Fonte: Agência Somos FC
Os clubes brasileiros vivem, nesta segunda-feira (5), o último dia em que podem exibir publicidade de casas de apostas em seus uniformes. A partir de 6 de outubro, a Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra em vigor e proíbe a veiculação de publicidade de bets no país.
O cronograma da suspensão no Brasil
- 25 de setembro (sexta-feira): publicação da MP; novos aportes financeiros às plataformas de apostas estão proibidos.
- 5 de outubro (segunda-feira), até 23h59: último prazo para o apostador retirar voluntariamente o dinheiro depositado nas bets.
- 6 de outubro (terça-feira), a partir das 0h: apostas oficialmente encerradas no país; plataformas não podem mais oferecer apostas nem veicular publicidade.
- 7 e 8 de outubro (quarta e quinta-feira): as bets precisam repassar às instituições financeiras a relação de saldos remanescentes, com valores discriminados por CPF.
- 1º a 14 de outubro: janela para os bancos devolverem os saldos aos apostadores.
- A partir de 14 de outubro: se os bancos não conseguirem devolver os valores, a Caixa Econômica Federal assume a operação.
A preocupação dos clubes do Braisl

A medida acende um alerta vermelho no futebol brasileiro. Com o retorno do Brasileirão marcado para 7 de outubro, os clubes temem não poder mais exibir publicidade de casas de apostas — principal fonte de patrocínio do esporte nacional. As bets estampam camisas, placas, naming rights e competições inteiras.
Dos 20 clubes da Série A, 13 são patrocinados por casas de apostas. Juntos, os contratos somam mais de R$ 900 milhões fixos por temporada. Os quatro grandes de São Paulo — Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras — recebem, juntos, R$ 375 milhões fixos por ano em contratos com bets.
O que vem agora
A MP segue para o Congresso, mas clubes entraram no STF para tentar derrubá-la, alegando que as casas de apostas são as principais fontes de financiamento do esporte.