Clientelismo político avança a passos largos

O clientelismo é um sub-sistema de relação política, com uma pessoa recebendo de outra a proteção em troca do apoio político. No Brasil e em alguns países da América Latina, suas raízes remontam às origens patriarcais destas sociedades. Clientelismo busca manter a verticalização da esfera pública e “modos de regulação autocráticos”, dificultando a democratização da […]

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O clientelismo é um sub-sistema de relação política, com uma pessoa recebendo de outra a proteção em troca do apoio político. No Brasil e em alguns países da América Latina, suas raízes remontam às origens patriarcais destas sociedades. Clientelismo busca manter a verticalização da esfera pública e “modos de regulação autocráticos”, dificultando a democratização da sociedade.

Nos estados clientelistas, relega-se o direito como instrumento de governo. A vigência do direito está determinada pelo grau de preponderância dos vínculos clientelistas. Nos estados puramente patrimoniais, as relações clientelistas colocam o direito como meio de governo. A lei e as instituições dependem do capricho de quem ostenta o poder, e a norma não guia a conduta dos indivíduos. As pessoas deixam de ser iguais perante a lei: o tratamento depende da relação com os que ostentam o poder. O estado de direito é um meio para lograr uma falsa legitimidade, um instrumento de manipulação.

E ás vezes, de repressão.

Os objetivos próprios de cada personagem são assimiláveis ao que Pierre Bourdieu define como interesse específico, mas ao mesmo tempo é imprescindível um interesse(ilusão) próprio do campo clientelar; a ilusão é a convicção de que atuar nesse campo tem uma importância primordial, que por sua vez é indispensável para que o campo funcione. Salvo excepcionalmente, a ilusão não é produto de um cálculo consciente, sem uma relação de crença que estrutura as formas de relação com as práticas políticas.

Será que “Clientelismo” existe na região?

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  • Publicado: 31/01/2012 20:52
  • Alterado: 31/01/2012 20:52
  • Autor: Redação ABCdoABC
  • Fonte: ABCdoABC