Chuvas de meteoros pode ser vista a olho nu no Brasil
Chuvas de meteoros Táuridas cruzam o céu do país na primeira quinzena de novembro e podem gerar bólidos brilhantes visíveis a olho nu a partir das 21h
- Publicado: 06/11/2026 12:24
- Alterado: 06/11/2026 17:56
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
O céu do Brasil será palco neste início de novembro da passagem simultânea de duas chuvas de meteoros do complexo Táuridas, com potencial para a formação de bólidos, as chamadas “bolas de fogo”. O fenômeno poderá ser acompanhado a olho nu em praticamente todo o território nacional, sem a necessidade de binóculos ou telescópios.
As Táuridas do Sul registraram pico de atividade ao redor de 4 de novembro. Já para as Táuridas do Norte, referências astronômicas apontam o ápice entre os dias 9 de novembro, segundo a American Meteor Society (AMS), e 11 a 12 de novembro, de acordo com dados da Nasa e da International Meteor Organization (IMO).
Embora cada vertente apresente uma média modesta de aproximadamente cinco meteoros por hora em condições ideais, as Táuridas se destacam pela alta luminosidade e fragmentação lenta de seus detritos espaciais. Como as duas correntes permanecem ativas ao mesmo tempo e têm radiantes próximos no céu, observadores poderão registrar meteoros de ambos os ramos em uma só madrugada.
Dicas de observação a olho nu e horários
O espetáculo celeste torna-se visível a partir das 21h em boa parte do país, com a região da constelação de Touro surgindo nas direções leste e nordeste e ganhando maior altitude no decorrer das horas. A visibilidade plena dependerá de céu limpo e será favorecida em pontos afastados da iluminação urbana artificial.

“O mais interessante das Táuridas não é a quantidade de meteoros, mas a possibilidade de surgirem meteoros muito brilhantes. Por isso, é importante observar uma grande área do céu e não ficar olhando apenas para um ponto específico”, orienta o Prof. Dr. Marcos Calil, responsável pelo Setor de Observatório da Urânia Planetário.
Como as esteiras de partículas cósmicas se estendem por vários dias antes e após os picos calculados, rastros luminosos poderão ser avistados ao longo de toda a primeira quinzena de novembro, mesmo em noites de intensidade secundária.