Cesta básica sobe em março e passa de R$ 1,3 mil em São Paulo
Alimentos como cebola e leite puxam a alta mensal na capital paulista, enquanto o grupo de produtos de limpeza registra ligeira queda.
- Publicado: 24/04/2026 14:53
- Alterado: 24/04/2026 14:53
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Procon-SP
O valor médio da cesta básica apresentou elevação de 2,31% em março de 2026 na cidade de São Paulo. A pesquisa ralizada pela Fundação Procon-SP e DIEESE mostra que o conjunto de itens essenciais saltou de R$ 1.281,04 para R$ 1.310,60 no período de trinta dias.
Dos 39 produtos monitorados, 24 ficaram mais caros nas prateleiras paulistanas. O grupo de alimentação respondeu diretamente pelo encarecimento da cesta básica, com o custo desse segmento específico passando de R$ 1.096,11 para R$ 1.126,51, um avanço de 2,77%.
A cebola atingiu a marca de R$ 4,61 o quilo, registrando uma explosão de 21,96% no mês. O feijão carioquinha subiu 13,98%, vendido em média a R$ 7,50. O fim da safra no Sul do país e restrições no Nordeste motivaram a disparada dos preços.
“A perda de qualidade do produto elevou o descarte e reduziu a oferta no mercado”, detalhou o Procon-SP em sua nota técnica sobre o cenário agrícola da cebola.
Alimentos impulsionam valor da cesta básica
O litro do leite longa vida encareceu 11,89% nos supermercados. A batata e o queijo muçarela fatiado registraram reajustes expressivos de 9,73% e 6,24%, respectivamente.
Na contramão da seção de alimentos, o setor de limpeza barateou 1,47% nos estabelecimentos comerciais. Os produtos de higiene pessoal avançaram apenas 0,23%, mantendo uma estabilidade que evitou um impacto maior no bolso do consumidor.
Queda acumulada em 12 meses
Apesar da pressão recente nos caixas, o custo da cesta básica acumula uma retração de 4,02% no comparativo direto entre março de 2025 e março de 2026. Reduções consistentes em alimentos de alto consumo aliviaram o orçamento das famílias ao longo do último ano.
O quilo do alho despencou 38,24% nesse intervalo anual. O arroz recuou 30,73% e a dúzia de ovos brancos caiu 27,93%. Essa deflação acumulada ameniza o impacto imediato sentido pelos paulistanos ao adquirir a cesta básica atualmente.