CCO do Metrô de São Paulo recebe inovações tecnológicas

A modernização tecnológica do Metrô de São Paulo amplia a segurança e a eficiência operacional para atender 3 milhões de passageiros diariamente

Crédito: Márcia Alves / Metrô SP

O Metrô de São Paulo inaugurou, nesta quarta-feira (11/03), o novo Centro de Controle Operacional, batizado de CCOx. com um investimento de R$ 49 milhões.  A unidade passou por uma modernização completa para gerenciar as quatro linhas da rede, com um novo sistema monitora, em tempo real, o trajeto de cerca de 3 milhões de passageiros que utilizam o Metrô de São Paulo todos os dias na capital paulista.

Esta é a atualização mais profunda realizada no centro operacional desde a sua fundação, há cinco décadas. O projeto foi executado sem interromper o serviço comercial, utilizando uma central provisória durante as obras.

Tecnologia e monitoramento em tempo real no Metrô de São Paulo

O destaque da nova estrutura é um videowall de alta definição com 36 metros de extensão. O equipamento, composto por 90 telas de 55 polegadas, é o maior da América Latina em sua categoria. A ferramenta permite que os operadores do Metrô de São Paulo visualizem, de forma integrada, a circulação dos trens, o fornecimento de energia, a movimentação nos pátios e a segurança das estações.

“O CCOx representa um salto na forma como a operação é monitorada. Trata-se de um conjunto avançado de tecnologias voltadas para sistemas críticos de transporte”, afirma a gestão da companhia em nota oficial.

Através do sistema TOTH, o Metrô de São Paulo agora coleta dados diretamente das composições. Isso possibilita identificar desvios de regularidade e antecipar impactos, permitindo uma reorganização mais ágil do fluxo de trens em casos de falhas ou ocorrências na via.

Integração da segurança e inteligência artificial

O novo centro também unifica o monitoramento de segurança. O sistema central agora gerencia mais de 5 mil câmeras espalhadas por toda a rede do Metrô. As imagens são processadas por softwares de inteligência capazes de emitir alertas automáticos em situações específicas:

  • Identificação de objetos abandonados nas plataformas;
  • Localização de crianças desacompanhadas;
  • Contagem de fluxo de pessoas para controle de lotação;
  • Definição de perímetros virtuais para evitar invasões em áreas técnicas.

As imagens registradas ficam armazenadas por até 30 dias, servindo como suporte para investigações e auditorias internas.

Infraestrutura de dados e cibersegurança

Para sustentar o volume de informações, foi implementado um data center operacional com arquitetura hiperconvergente. Segundo os técnicos do Metrô, a estrutura possui redundância total, o que garante que o sistema continue operando mesmo em caso de falha em um dos servidores. A camada de proteção também inclui protocolos rígidos de cibersegurança para evitar acessos não autorizados aos sistemas críticos de controle dos trens.

Foco na experiência do operador

A letra “X” no nome da nova central refere-se à “Xperience” (experiência). O ambiente de trabalho foi redesenhado com 56 novos postos ergonômicos e iluminação inteligente. O projeto prevê diferentes cenários de luz e som para situações de normalidade ou de crise, visando reduzir o estresse dos controladores do Metrô de São Paulo durante grandes contingências.

O espaço conta ainda com salas exclusivas para gestão de crises e atendimento à imprensa, garantindo que o fluxo de visitantes não interfira na concentração dos operadores que ditam o ritmo do transporte sobre trilhos em São Paulo.

  • Publicado: 11/03/2026 21:03
  • Alterado: 11/03/2026 21:03
  • Autor: 11/03/2026
  • Fonte: Metrô de SP