Caso do Sargento que matou a mulher com 51 facadas é reconstituído em Santos
Amanda Fernandes Carvalho, de 42 anos, foi morta a tiros e facadas por Samir Carvalho.
- Publicado: 22/05/2025 18:57
- Alterado: 22/05/2025 18:58
- Autor: Redação
- Fonte: Assessoria
Um crime brutal chocou a cidade de Santos, no litoral paulista, em 7 de maio, quando Samir Carvalho, um sargento da Polícia Militar, atacou sua esposa, Amanda Fernandes Carvalho, e sua filha de 10 anos em uma clínica localizada na Avenida Pinheiro Machado. A criança sobreviveu após ser internada por seis dias, mas Amanda não resistiu aos ferimentos causados por disparos e facadas.
A reconstituição do feminicídio ocorreu na nesta quinta-feira (22), com a participação do acusado. Durante o processo, a delegada Deborah Lázaro, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), ressaltou a importância da simulação para esclarecer pontos obscuros do inquérito policial.
Amanda havia enviado mensagens a uma amiga horas antes do ataque, expressando seu desespero em relação ao comportamento violento do companheiro. Em um dos trechos das conversas, ela revelou ter dado um calmante a Samir no dia anterior ao crime e mencionou que planejava denunciar suas agressões. “Ele quer me isolar do mundo”, desabafou Amanda.
No dia do incidente, Amanda informou à amiga que estava sendo ameaçada e pediu ajuda. “Chama a polícia. Ele está me ameaçando aqui na frente da minha filha”, foram algumas de suas últimas palavras em mensagens enviadas antes do ataque fatal.
Em depoimento, o médico que estava na clínica relatou que Amanda entrou nervosa e preocupada com as ameaças feitas pelo marido. Ele tentou contatar a polícia, mas os disparos ocorreram antes que ajuda pudesse chegar. A tragédia se desenrolou com Samir atirando contra Amanda e esfaqueando-a em seguida.
De acordo com o laudo necroscópico, os ferimentos fatais foram causados por múltiplas facadas e disparos à queima-roupa. A análise concluiu que Amanda faleceu devido a hemorragia interna traumática resultante dos ataques.
A investigação também revelou que a filha de Amanda tentou proteger a mãe durante o ataque. Ela foi hospitalizada com ferimentos leves e recebeu alta dias depois. O caso levantou questões sobre o papel da polícia no atendimento à ocorrência, uma vez que houve relatos contraditórios sobre a presença dos agentes no momento dos disparos.
Atualmente, Samir Carvalho encontra-se detido no Presídio da Polícia Militar Romão Gomes e está sob regime de inatividade temporária. O advogado de defesa anunciou que se manifestará apenas após o término das investigações.
Este caso emblemático destaca a necessidade urgente de se abordar questões relacionadas à violência doméstica e feminicídios no Brasil, evidenciando falhas no sistema de proteção às vítimas.