Prefeitura de Campinas articula ações para enfrentar Super El Niño

Prefeitura antecipa preparativos com novas estações meteorológicas e adaptação estrutural na rede pública de saúde e educação.

Crédito: Carlos Bassan

A Prefeitura de Campinas apresentou na quarta-feira (17) um pacote estratégico para reduzir os impactos diretos do fenômeno El Niño. As medidas buscam proteger os moradores, a infraestrutura urbana e os serviços públicos perante a previsão de eventos climáticos severos. As diretrizes seguem os protocolos estabelecidos pelo Plano Local de Ação Climática.

O enfrentamento das mudanças climáticas é de toda a sociedade e do governo para amenizar e reduzir os riscos para a população”, afirmou o prefeito Dário Saadi. O executivo municipal demonstrou preocupação com as projeções meteorológicas para o segundo semestre e determinou a integração de diversas secretarias.

Monitoramento tecnológico e alertas meteorológicos

O sistema de prevenção de Campinas recebe um aporte de R$ 350.700,00 para instalar 21 estações meteorológicas nas áreas de maior vulnerabilidade. A Defesa Civil ativou a primeira unidade no Museu da Imagem e do Som. A estratégia integra equipes de saúde, obras e assistência social para respostas rápidas.

Os moradores cadastrados recebem avisos de emergência via mensagens de celular e painéis digitais espalhados pelas vias de grande fluxo. O protocolo de comunicação foca na prevenção contra alagamentos súbitos, vendavais e períodos prolongados de estiagem.

Adaptação ao calor e resiliência urbana em Campinas

Para enfrentar os dias de temperaturas extremas, a administração pública de Campinas investe R$ 3,5 milhões na climatização do Hospital Ouro Verde, com conclusão prevista para novembro de 2026. O projeto abrange a rede educacional, destinando R$ 4,9 milhões para instalar ar-condicionado em 42 escolas municipais.

O cronograma de obras substitui os telhados de 50 unidades de ensino para garantir isolamento térmico, reduzindo a temperatura interna em até seis graus. A rede de apoio cria refúgios climáticos em praças e bibliotecas, locais equipados com sombras e 40 bebedouros públicos.

Prevenção de incêndios e parques lineares

O plano de ação de Campinas inaugura um reservatório hídrico de suporte operacional na Mata de Santa Genebra até o final de junho de 2026. A frente ambiental planta 15 novas microflorestas até março de 2027 para combater as ilhas de calor urbanas nas regiões mais densas.

O centro ganha três novos parques lineares no início de 2027, totalizando R$ 23 milhões em investimentos públicos. As obras de macrodrenagem associadas aos parques ampliam a capacidade de absorção do solo durante as tempestades de verão.

A reação operacional e o envolvimento das equipes foi fundamental para lidar com a situação no passado. Agora estamos mais preparados em um trabalho contínuo de aprimoramento das medidas”, explicou o diretor da Defesa Civil, Sidnei Furtado, relembrando episódios anteriores de desastres naturais.

Obras de contenção e infraestrutura preventiva

A operação atual mantém o desassoreamento de 48 córregos três vezes ao ano e o uso de drones com câmeras termais para mapear riscos de focos de incêndio. O planejamento a longo prazo inclui a construção de piscinões subterrâneos para reter as águas pluviais excedentes.

O nível de intensidade do El Niño permanece sob avaliação diária dos meteorologistas do município, com chances de transição para estágios mais severos. Toda a força-tarefa mobilizada objetiva garantir a proteção da vida, a segurança hídrica e a resiliência estrutural em Campinas.

  • Publicado: 18/06/2026 09:45
  • Alterado: 18/06/2026 09:45
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: PMC