Brasil bate recorde de receitas com turismo internacional em 2026

Visitantes estrangeiros injetaram quantia histórica na economia do país nos primeiros nove meses do ano, apontam números do Banco Central.

Crédito: Embratur Visit Brasil/Divulgação

O turismo internacional alcançou a marca de US$ 8,3 bilhões em receitas para o Brasil entre os meses de janeiro e setembro de 2026. Os números oficiais divulgados pelo Banco Central representam o maior valor já anotado na série histórica para este intervalo. A movimentação financeira sinaliza o aquecimento das atividades turísticas após a diversificação dos polos emissores de viajantes.

A entrada de capital estrangeiro afeta de forma direta o comércio e os serviços locais. Os setores de hospedagem, alimentação e transporte figuram entre os principais beneficiados pelo fluxo intenso de pessoas oriundas de outros países ao longo do ano.

Indicadores do turismo internacional disparam em 2026

Setembro consolidou a alta na arrecadação do setor produtivo e de serviços do turismo internacional. Apenas no nono mês do ano, os viajantes deixaram US$ 904,7 milhões na economia brasileira. O avanço nas chegadas reconfigura as estatísticas nacionais em diversas frentes de análise.

Os principais destaques do balanço financeiro e de tráfego apontam:

  • Crescimento de 9,1% nas receitas acumuladas em relação aos primeiros nove meses de 2025.
  • Aumento de 8,33% no faturamento de setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado.
  • Mais de 7 milhões de chegadas de estrangeiros ao território nacional desde janeiro.
  • 4,9 milhões de desembarques pelo transporte aéreo, um salto de 9,7% ante o ciclo anterior.

“São US$ 8,3 bilhões que entram na nossa economia e movimentam uma cadeia que vai de hotéis, restaurantes, passeios e comércio. O que estamos vendo com esses resultados é que o gasto médio do turista cresceu a partir da diversificação de mercados”, detalhou Bruno Reis, presidente da Embratur.

Expansão pelo Nordeste e atração do mercado asiático

O crescimento operacional para o turismo internacional ocorreu de maneira descentralizada pelas regiões do país. O Nordeste liderou a aceleração das atividades, com 11 unidades da Federação alcançando recordes de chegadas durante o período avaliado pelo governo federal.

O detalhamento geográfico e de origem dos visitantes mostra novos padrões de consumo:

  • Avanço de 27,1% no fluxo de turistas no Nordeste, a maior taxa de crescimento entre as regiões brasileiras.
  • Rio Grande do Norte saltou 124,6% nas chegadas aéreas, seguido por altas expressivas em Alagoas (88,1%) e Pernambuco (65,2%).
  • Disparo de 106% na chegada de visitantes da China apenas durante o mês de setembro.
  • Colômbia, México, Peru e Canadá registraram seus melhores desempenhos históricos no envio de viajantes ao Brasil.

O desempenho de 2026 reflete o esforço do mercado em captar viajantes fora do eixo tradicional de emissão. A sustentação desta curva de crescimento no turismo internacional dependerá da infraestrutura receptiva contínua e da modernização dos terminais aéreos brasileiros nos próximos anos.

  • Publicado: 27/10/2026 09:13
  • Alterado: 27/10/2026 09:13
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Embratur