Blue Origin revela superfoguete e promete disputa com SpaceX
Companhia de Jeff Bezos amplia potência de carga e confirma novas missões orbitais e lunares.
- Publicado: 20/11/2025 17:22
- Alterado: 20/11/2025 17:22
- Autor: Redação
- Fonte: Assessoria
A Blue Origin, empresa aeroespacial fundada pelo bilionário Jeff Bezos, anunciou nesta quinta-feira (20) um passo decisivo na competição pelo domínio do transporte espacial. A companhia revelou o desenvolvimento do modelo 9×4, uma versão ampliada e substancialmente mais potente do seu foguete New Glenn.
O novo veículo foi projetado para atender a uma demanda crescente por missões complexas, que incluem viagens à órbita terrestre e trajetos para a Lua. Segundo a empresa, diversos clientes já confirmaram reservas para utilizar a nova capacidade de lançamento da Blue Origin.
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Capacidade de carga e especificações técnicas
O diferencial do New Glenn 9×4 reside em sua engenharia voltada para cargas pesadas, superando as especificações das versões anteriores. A Blue Origin divulgou números que demonstram a robustez do novo projeto:
- 70 toneladas para a órbita baixa da Terra (LEO), peso comparável a cerca de 70 carros populares;
- Mais de 14 toneladas destinadas à órbita geoestacionária;
- 20 toneladas de capacidade para missões lunares.
Essas especificações posicionam o veículo como uma ferramenta estratégica para o transporte de grandes volumes de suprimentos e equipamentos científicos.

Estreia comercial e parceria com a NASA
A divulgação do novo modelo ocorre logo após um marco operacional importante para a empresa. No dia 13 deste mês, o foguete New Glenn realizou sua primeira missão paga, partindo da Estação da Força Espacial em Cabo Canaveral, na Flórida.
Esta operação foi financiada pela NASA e teve como objetivo o lançamento dos satélites da missão Escapade, focados no estudo de Marte. O lançamento marcou a estreia comercial da supernave da Blue Origin, uma estrutura impressionante com altura equivalente a um edifício de 32 andares. O voo foi não tripulado.
Recuperação de propulsores e objetivos científicos
Um dos pontos altos da missão recente foi a recuperação bem-sucedida do hardware. Após a separação, o propulsor do foguete realizou um pouso controlado em uma plataforma situada no Oceano Atlântico, a 600 km do local de decolagem.
Este feito representa uma evolução técnica significativa para a Blue Origin, visto que uma manobra similar havia falhado durante o voo inaugural em janeiro devido a problemas no motor.
Os satélites transportados iniciaram uma jornada de 22 meses até o Planeta Vermelho, com chegada estimada para setembro de 2027. A missão científica analisará a interação entre os ventos solares e o campo magnético marciano, buscando compreender como essa dinâmica influencia a perda da atmosfera em Marte.