Bioética terá reunião sobre sensibilidade no óbito fetal
Hospital da Mulher fará revisão de protocolos sobre partos em gestantes com óbito fetal. Tema polêmico será debatido na segunda reunião do Comitê de Bioética em 2013 em busca de aliviar a dor pelo diagnóstico de morte do feto
- Publicado: 05/02/2013 15:56
- Alterado: 05/02/2013 15:56
- Autor: Eduardo Nascimento
- Fonte: FUABC
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O Hospital da Mulher de Santo André programou a próxima
sexta-feira (8 de fevereiro) discussão de tema polêmico e que requer
sensibilidade e trabalho em conjunto de todo o corpo clínico. A partir das 11h,
membros do Comitê de Bioética estarão reunidos para debater o alívio da dor
emocional em mulheres com diagnóstico de óbito fetal.
Profissionais de diversas áreas buscarão trocar experiências
e discutir casos reais de gestantes que passaram pela delicada situação de ser
submetidas a todo o procedimento do parto, mesmo sabendo que o bebê não tinha
vida. “Buscaremos criar ambiente reflexivo a partir das diversas especialidades
e áreas de atuação dos membros do Comitê de Bioética, a fim de revisar as ações
nesse campo e determinar protocolos de atendimento que atuem minimizando a dor
das pacientes e confortando as famílias”, explica Paulo Eduardo Viegas, consultor
em humanização e bioética da Fundação do ABC, gestora do Hospital da Mulher.
A primeira reunião do Comitê de Bioética ocorreu em 4 de
janeiro, com objetivo de traçar as metas para o ano. Na ocasião foi eleita a
nova presidente da entidade, a psicóloga Patrícia Chicareli Costa.
Trabalho conjunto:
Em atividade há cerca de dois anos e meio no Hospital da Mulher de Santo André,
o Comitê de Bioética tem como pautas mais recorrentes as relacionadas à
violência sexual, recém-nascidos com mal formação congênita e vítimas de AVC. O
grupo se reúne todo mês pelo menos durante 2 horas e discute um único tema
esgotando vários ângulos de interpretação e opiniões, já que entre os cerca de
20 membros estão médicos, enfermeiros, psicólogos, religiosos, advogados, assistentes
sociais e gente da comunidade. “Procuramos também ter a presença do próprio
paciente, de um parente ou representante legal. É importante conhecer o parecer
emocional de alguém próximo do doente, para contrapor às visões mais técnicas
dos profissionais”, relata Dr. Drauzio Viegas, coordenador da consultoria em
humanização e bioética da Fundação do ABC, que desde 2011 atua tanto nos
hospitais administrados pela FUABC como na Faculdade de Medicina do ABC – onde
foi professor de 1974 a 2011, quando se aposentou como Titular de Pediatria e
Puericultura.
No grupo de entidades gerenciadas pela Fundação do ABC, além
do Hospital da Mulher de Santo André também contam com comitês de bioética o
Complexo Hospitalar de São Caetano e o Hospital Estadual Mário Covas.