Bets: STF realiza audiência para debater a MP do Governo
Situação das apostas no Brasil vive dia decisivo nesta terça-feira
- Publicado: 03/11/2026 07:52
- Alterado: 03/11/2026 08:10
- Autor: Joao
- Fonte: Agência Somos FC
O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (3) uma audiência para discutir as restrições envolvendo empresas de apostas esportivas e suas relações comerciais com o futebol brasileiro. O encontro foi convocado pelo ministro Luiz Fux, relator do caso, após 21 clubes recorrerem à Corte contra as medidas que limitam os contratos de patrocínio com casas de apostas.
A reunião contará com representantes de clubes, entidades esportivas, governo federal e empresas do setor. Entre os times confirmados estão Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians, além da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Olímpico.
Cada representante terá dez minutos para apresentar seus argumentos. O Flamengo será responsável por abrir as manifestações dos clubes. No período da tarde, estão previstas as participações de representantes das empresas de apostas, da Advocacia-Geral da União (AGU), dos ministérios da Fazenda e do Esporte e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Clubes questionam perdas financeiras
As equipes argumentam que as restrições podem provocar impactos significativos nas receitas do futebol nacional. Dos 20 participantes da Série A do Campeonato Brasileiro, 13 possuíam contratos com empresas de apostas, que representavam mais de R$ 900 milhões em valores fixos por temporada.
Com as limitações, parte dos acordos foi suspensa temporariamente, enquanto outros foram encerrados. O Flamengo foi o primeiro clube a recorrer ao STF, seguido por outras equipes de diferentes divisões.
Apesar da realização da audiência, não haverá decisão imediata sobre o tema. Luiz Fux ouvirá os envolvidos e, posteriormente, avaliará os próximos encaminhamentos do processo. Até uma nova determinação judicial, as restrições permanecem em vigor.
Governo defende medidas contra danos das apostas
O governo federal sustenta que as limitações têm como objetivo proteger os consumidores e reduzir problemas relacionados ao jogo compulsivo, como endividamento e impactos à saúde. Também argumenta que as medidas são necessárias para combater atividades ilícitas, incluindo a lavagem de dinheiro.
A Medida Provisória nº 1.394/2026 também integra o debate e ainda depende de análise do Congresso Nacional.
Abaixo-assinado contra a volta das bets ultrapassa 517 mil assinaturas antes do debate no STF
Paralelamente à discussão no STF, uma mobilização contrária à retomada da publicidade e dos patrocínios de empresas de apostas no futebol brasileiro reúne mais de 517 mil assinaturas.
O movimento disponibiliza um abaixo-assinado pela plataforma Bets Nunca Mais, no qual os participantes manifestam oposição à volta das casas de apostas às relações comerciais do esporte.